sexta-feira, 7 de agosto de 2009

YES, DIESAT.

Yes-diesat

uma pequena brincadeira para esta sexta-feira.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

EUA assinam tratado da ONU sobre deficientes que Bush rejeitou - 30/07/2009 - Reuters - Internacional

Fonte: Reuters/Uol notícias

Patrick Worsnip

Os Estados Unidos assinaram na quinta-feira uma convenção da ONU destinada a garantir direitos iguais aos 650 milhões de deficientes do mundo. O governo Bush havia rejeitado o tratado.

Em uma cerimônia na sede da ONU, a embaixadora dos EUA Susan Rice firmou o texto, qualificado pelas Nações Unidas como o primeiro tratado de direitos humanos do século 21, e que entrou em vigor no ano passado.

Em 32 páginas, a Convenção dos EUA sobre os Direitos de Pessoas com Deficiências proíbe todas as formas de discriminação no trabalho com base nas deficiências, o que inclui as regras de contratação, promoção e as condições trabalhistas. O texto também reivindica pagamentos iguais para trabalhos de igual valor.

A convenção conclama os países signatários a promoverem a empregabilidade dos deficientes, inclusive por meio de programas de ação afirmativa.

O pacto estipula que os deficientes não podem ser excluídos da educação regular, e estabelece como dever dos governos garantir o acesso físico a meios de transporte, escolas, moradias, hospitais e locais de trabalho.

O governo de George W. Bush dizia que o documento era mais fraco do que a Lei dos Americanos com Deficiências (1990), e portanto poderia complicar o cumprimento daquela lei nacional.

Já Rice disse que os EUA estão "muito satisfeitos por se juntarem a 141 outros países que assinaram esta convenção na busca por um mundo mais justo". Ao todo, 61 países já ratificaram a convenção.

O presidente Barack Obama deve em breve submeter o tratado para aprovação no Senado, disse Rice na cerimônia, que contou com a presença de representantes de entidades norte-americanas de apoio a deficientes.

Valerie Jarrett, consultora de Obama, disse no evento que a assinatura dos EUA é "um passo histórico na promoção do nosso compromisso global com os direitos humanos fundamentais para todas as pessoas com deficiências".

Ela também anunciou a criação de um cargo de primeiro escalão no Departamento de Estado para desenvolver uma estratégia para a promoção dos direitos dos deficientes no mundo todo.

A adesão dos EUA ilustra a atitude mais favorável do governo Obama em relação à ONU do que a do seu antecessor Bush, que costumava criticar a entidade mundial e rejeitar tratados que pudessem afetar as leis nacionais dos EUA.

A entidade Human Rights Watch elogiou a adesão dos EUA, mas lembrou que Washington só assinou seis de nove tratados internacionais importantes de direitos humanos, dos quais ratificou apenas três - sobre discriminação racial, direitos civis e políticos e tortura.

Sueli Dallari e Deisy Ventura: A era das pandemias e a desigualdade - 31/07/2009

Fonte: Folha de S.Paulo - TENDÊNCIAS/DEBATES

A era das pandemias e a desigualdade

SUELI DALLARI e DEISY VENTURA


Tratar essa pandemia gripal como espetáculo pontual é um equívoco. As pandemias vieram para ficar e suscitam dois debates estruturais

O MUNDO está diante das primeiras "pestes globalizadas", cuja velocidade de contágio, sem precedentes, é inversamente proporcional à lentidão da política e do direito.
A aceleração do trânsito de pessoas e de mercadorias reduz os intervalos entre os fenômenos patológicos de grande extensão em número de casos graves e de países atingidos, ditos pandemias. Assim, tratar a pandemia gripal em curso como um espetáculo pontual é um grande equívoco.
As pandemias vieram para ficar e suscitam ao menos dois debates estruturais: as disfunções dos sistemas de saúde pública dos países em desenvolvimento e a inoperância da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na ausência de quebra de patentes de medicamentos e de vacinas, perecerá um grande número de doentes que, se tratados, poderiam ser salvos. O mundo desenvolvido terá então, deliberadamente, deixado morrer milhões de pobres.
Sob fortes pressões políticas, a OMS tem divulgado com entusiasmo doações de tratamentos e descontos aos países menos avançados na compra do oseltamivir, o famoso Tamiflu, fabricado pela Roche, até então o único tratamento eficaz contra o vírus A (H1N1). Mas essa pretensa generosidade é absolutamente insignificante diante da possível contaminação de um terço da humanidade.
A apologia do Tamiflu tem levado milhares de pessoas à compra do medicamento pela internet ou a cruzar fronteiras para obtê-lo em países vizinhos. O uso indiscriminado do medicamento deve ser combatido com vigor, tanto pela probabilidade de consumo de produto falso quanto por fazer com que rapidamente o vírus se torne resistente também ao oseltamivir, o que ocorreu em casos recentes. Ainda mais grave: as constantes mutações do vírus tornam o mundo refém da indústria de medicamentos.
A OMS deve operar para que paulatinamente os Estados assumam o leme, com todos os custos que isso implica, do investimento em pesquisa ao serviço de saúde pública.
O direito não pode ser desperdiçado: o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio, negociado no âmbito da Organização Mundial do Comércio, criou a licença compulsória, dita quebra de patente, para, entre outros casos, os de urgência.
Ora, pode ocorrer algo mais urgente do que uma pandemia?
No entanto, quebrar a patente do Tamiflu, embora imprescindível, é apenas uma ponta do iceberg. É preciso que os Estados desenvolvam as condições para produzi-lo.
O mesmo ocorre em relação à insuficiência de kits para diagnóstico: com a progressão da pandemia, é provável que não sejamos capazes sequer de contar os mortos, ou seja, aqueles que comprovadamente foram vítimas desse vírus.
A prevenção da doença traz um problema adicional, que é a pressa: os mais nefastos efeitos da vacina contra o A (H1N1) ocorrerão nos primeiros países a generalizá-la, que serão, infelizmente, os latino-americanos, até agora os mais atingidos pela doença.
Assim, a deplorável desigualdade econômica mundial distribui também desigualmente o peso das urgências sanitárias. Os pobres portam o fardo mais pesado, eis que a pandemia gripal vem juntar-se a outras doenças endêmicas, como paludismo, tuberculose e dengue, cuja subsistência deve-se às adversas condições de trabalho e de vida, sobretudo em grandes aglomerações urbanas, não raro em condições de habitação promíscuas, numa rotina que favorece largamente a contaminação.
Caso o fenômeno se agrave, novas restrições, além do controle do Tamiflu, podem ser necessárias, a exemplo da limitação de reuniões públicas e aglomerações, que já foi adotada em países próximos, como a Argentina.
A pandemia pode trazer, ainda, a estigmatização de grupos de risco ou de estrangeiros, favorecendo a cultura da insegurança, pois o medo é tão contagioso quanto a doença.
Por tudo isso, urge revisar o papel da OMS no sistema internacional e retomar o debate sobre a criação de um verdadeiro sistema de vigilância epidemiológica no Brasil, apto a regular a eventual necessidade de restrições a direitos humanos e a organizar a gestão das pandemias com a maior transparência possível.
Caso contrário, seguirá atual o que escreveu Albert Camus, em 1947, no grande romance "A Peste": "Houve no mundo tantas pestes quanto guerras. E, contudo, as pestes, como as guerras, encontram sempre as pessoas igualmente desprevenidas".


SUELI DALLARI , 58, é professora titular da Faculdade de Saúde Pública da USP.
DEISY VENTURA , 41, é professora do Instituto de Relações Internacionais da USP.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nanopartículas afetam desenvolvimento cerebral de camundongos

Pesquisadores japoneses detectaram disfunções neurológicas.
Doenças associadas a genes afetados incluem autismo e Alzheimer.

Do G1, em São Paulo -
28/07/09

Seis pesquisadores da Universidade de Ciência de Tóquio demonstraram que a exposição de camundongos fêmeas a nanopartículas de dióxido de titânio prejudicou a expressão de centenas de genes relacionados ao sistema nervoso central de suas crias. As checagens foram realizadas no 16º dia de gestação e em diversos momentos após o nascimento.

Os rebentos das cobaias que receberam injeções das nanopartículas apresentaram disfunções neurológicas. “A produção de novas nanopartículas está avançando em todo o mundo”, afirmou Ken Takeda, coordenador do estudo. “O dióxido de titânio, em sua forma nanoparticulada, pode ser usado para a purificação do ar e da água e em superfícies auto-limpantes”, explica. “Nossas descobertas, no entanto, reforçam as apreensões atuais de que este nanomaterial, especificamente, pode ter o potencial de afetar a saúde humana.”

As doenças associadas a esses genes incluem autismo, epilepsia e desordens de aprendizado – manifestas normalmente na infância – e Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, desenvolvidas na vida adulta.

A nanotecnologia envolve engenharia de material em escala molecular. Não dá para comparar a versão convencional de um material às novas criações hiperminúsculas baseadas nele. No caso do dióxido de titânio, partículas maiores são empregadas em bloqueadores solares, por exemplo. O problema é que os efeitos sobre tecido vivo da versão nano só agora estão começando a ser compreendidas.

A pesquisa, que sai na “Particle and Fibre Toxicology”, traz a ressalva de que, deliberadamente, foram injetadas altíssimas doses de nanopartícula nas cobaias, o que prejudica uma comparação realista com os níveis de exposição da vida real.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pesquisa do DIESAT sobre a Saúde dos Professores no RS



Acesse o caderno especial saúde da Edição do Jornal Extra Classe de Junho/2009.


A pesquisa, realizada pelo DIESAT – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho, apresenta um perfil detalhado do professor do ensino privado gaúcho e a realidade de trabalho no ambiente escolar e da saúde docente.

Realizada de agosto de 2008 a maio de 2009, ouviu 1.680 professores - 7% do universo de mais de 22 mil docentes atingidos pela pesquisa, de todos os níveis de ensino (Educação Infantil a Superior), em 23 cidades gaúchas, abrangendo todas as regiões do Estado.

MOVIMENTO - O Sinpro/RS está se reunindo com dirigentes de diversas instâncias do Poder Público para divulgar o resultado da pesquisa. Além de dar conhecimento sobre a preocupante realidade dos professores do ensino privado, o Sindicato busca o apoio destas instâncias para a contenção deste problema. Confira ao abaixo as notícias relacionadas.

SEMINÁRIO - O Sinpro/RS agendou para o dia 22 de agosto o seminário que discutirá a problemática levantada pela pesquisa. A Associação dos Magistrados do Rio Grande do Sul (Amatra), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Ministério Público do Trabalho e a Associação dos Perítos da Justiça do Trabalho já confirmaram o apoio e a participação no debate (em breve, a programação completa).

Acesse os dados da pesquisa.

Este estudo foi realizado pelos pesquisadores Alecxandra Mari Ito e Wilson Cesar Ribeiro Campos.

Acesse também o caderno especial saúde da Edição do Jornal Extra Classe de Junho/2009.

Fonte: SINPRO/RS

Professores/RS - Pesquisa é entregue ao Superintende do Trabalho



Foto: Valéria Ochoa
Heron de Oliveira (ao centro) elogiou iniciativa do Sinpro/RS

24/06/2009

Pesquisa é entregue ao Superintende do Trabalho

O resultado da pesquisa sobre a saúde do professor e as condições de trabalho foi entregue na manhã desta quarta-feira, 24/06, pelos diretores do Sinpro/RS, Cássio Bessa e Amarildo Cenci, ao Superintendente Regional do Trabalho Heron de Oliveira. Estavam presentes na reunião a chefe do Setor de Saúde e Segurança no Trabalho Iara Hudson e o auditor fiscal do Trabalho Hermindo Brum Neto. O Superintendente garantiu o apoio ao seminário do dia 15, que aprofundará as discussões sobre o tema.

A pesquisa foi realizada pelo DIESAT a pedido da FETEE/SUL.

Fonte: SINPRO/RS

Professores/RS - Peritos da Justiça do Trabalho recebem pesquisa


Foto: Valéria Ochoa
Evandro Krebs, presidente da Apejust recebe pesquisa

22/06/2009

Peritos da Justiça do Trabalho recebem pesquisa

O presidente da Associação dos Peritos na Justiça do Trabalho da 4ª Região Evandro Krebs recebeu a pesquisa sobre a Saúde do Professor na manhã desta segunda-feira, 22, na sede do Sinpro/RS. O documento foi entregue pelo professor Cássio Bessa, diretor do Sinpro/RS. Krebs também é presidente da Federação das Associações dos Peritos, Árbitros, Mediadores e Conciliadores.

Na próxima quarta-feira, 24, às 10h, a pesquisa será entregue à Delegacia Regional do Trabalho.

A pesquisa foi realizada pelo DIESAT a pedido da Fetee/Sul.

Fonte: SINPRO/RS

Sinpro/RS entrega pesquisa ao Ministério Público do Trabalho


Foto: Valéria Ochoa
MPT estudará os dados da pesquisa

19/06/2009

Sinpro/RS entrega pesquisa ao Ministério Público do Trabalho

Os professores Marcos Fuhr e Cássio Bessa, diretores do Sinpro/RS, e a assessora jurídica do Sindicato Luciane Webber Toss entregaram, no dia 19/06, cópia da pesquisa do Diesat ao Procurador Regional do Trabalho Lourenço de Andradee o Analista pericial/Medicina Mauro Soibelman.

Fonte: SINPRO/RS

Professores/RS: Juízes do Trabalho têm acesso à pesquisa


Foto: Valéria Ochoa
Cardon entregou a pesquisa em mãos a Colussi

18/06/2009

Juízes do Trabalho têm acesso à pesquisa

Na manhã do dia 18/06, o professor Sani Cardon, diretor do Sinpro/RS, entregou cópia da pesquisa do Diesat ao presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da IV Região (Amatra) Luiz Antonio Colussi, que se comprometeu em fazer o documento chegar a todos os juízes associados. “Temos o máximo interesse nesta questão da saúde do trabalhador”, afirmou Colussi. A Amatra apoiará o seminário que o Sinpro/RS realizará em agosto para tratar deste tema.


Fonte: SINPRO/RS

Presidente do TRT-RS e Comissão da Educação da AL recebem pesquisa sobre a saúde professores


Foto: Inácio do Canto
Presidente do TRT-RS, João Ghisleni Filho, recebe pesquisa

16/06/2009

Presidente do TRT-RS e Comissão da Educação da AL recebem pesquisa sobre a saúde professores

Na manhã desta terça-feira, 16, os dirigentes do Sinpro/RS, professores Marcos Fuhr e Cássio Bessa, entregaram à Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado e ao Desembargador-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) João Ghisleni Filho o resultado da pesquisa sobre as Condições de Saúde e Trabalho dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul. O Presidente do Tribunal se comprometeu a levar o estudo ao conhecimento dos demais Desembargadores do TRT-RS.

O documento traz o perfil detalhado do professor do ensino privado e dos problemas na relação entre trabalho e saúde dos professores.

“Estamos socializando as informações com todas as instâncias do Estado. Também vamos trabalhar os resultados da pesquisa preventivamente com os professores para que eles tenham melhor qualidade de vida”, observa Cássio Bessa.

A pesquisa foi realizada pelo DIESAT – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho, por encomenda do Sinpro/RS e Fetee/Sul - Federação dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino Privado do RS.

SEMINÁRIO - Já está agendado para o dia 15 de agosto, um seminário para discutir o assunto com especialistas e estudiosos.


Fonte: SINPRO/RS