sexta-feira, 14 de maio de 2010

Renda média do trabalhador cresce 17% em 4 anos

A renda média do trabalho no Brasil cresceu 17,1% entre 2004 e 2008. No entanto, os rendimentos não cresceram da mesma forma para todos os ocupados. Esses dados estão presentes no estudo A Evolução Recente dos Rendimentos do Trabalho e o Papel do Salário Mínimo, que será lançado nesta quinta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) , em Brasília(DF).

O comunicado mostra, por exemplo, que os trabalhadores com menores salários apresentaram um crescimento acima da média, enquanto os mais qualificados tiveram queda da renda. Em outro item, o documento traz uma análise sobre o papel do salário mínimo na evolução da renda do trabalho da população pobre, além de um relato da evolução recente da renda para as diferentes ocupações no mercado de trabalho.

Na visão dos autores do estudo, o aumento do salário mínimo e a queda dos rendimentos dos trabalhadores mais qualificados são dois fenômenos que precisam ser aprofundados. Os dois itens, que foram registrados com evidência no período avaliado (entre 2004 e 2008), contribuíram para a diminuição da desigualdade de renda do trabalho no Brasil.

As principais informações utilizadas no comunicado foram obtidas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Governo espanhol apresenta amplo plano de ajuste fiscal contra déficit

Madri, 12 mai (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu nesta quarta-feira um "esforço nacional e coletivo" diante da crise financeira após apresentar um plano de redução do déficit público, incluindo o corte de 5% dos salários dos funcionários públicos e o congelamento das pensões.

O plano consiste em cortes adicionais que buscam acelerar a redução do déficit público e situá-lo ao nível de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, por meio da redução dos gastos de 15 bilhões de euros entre 2010 e 2011.

Para conseguir esse objetivo, o Executivo reduzirá em 5% os salários dos funcionários públicos neste ano e os congelará em 2011, assim como em 15% os do Governo.

O corte de 5% nos salários do funcionalismo público é o primeiro aprovado por um Governo na Espanha, mas que nos últimos 20 anos teve seu salário congelado em duas ocasiões.

No total, 2,6 milhões de funcionários serão afetados pela medida, atingindo principalmente as comunidades autônomas de Madri e Andaluzia - as que mais possuem cargos públicos.

Além disso, Zapatero aprovou um corte do salário dos deputados e senadores.

O líder também suspenderá em 2011 a revalorização das pensões, exceto as não-contributivas e as mínimas, o que significa que não serão atualizadas no ano que vem de acordo com a inflação. O congelamento de pensões para o próximo ano encerra 25 anos de altas garantidas por lei.

Além disso, o Governo suprimirá a partir de 2011 o chamado "cheque-bebê", um benefício de 2,5 mil euros por nascimento ou adoção de um filho.

Tal prestação foi uma das medidas de maior destaque da política social do Governo socialista, anunciada em julho de 2007.

Essas são as três principais medidas anunciadas por Zapatero em presença extraordinária hoje no Congresso dos Deputados, onde as considerou "imprescindíveis" para reforçar a confiança na economia espanhola e contribuir para a estabilidade da zona do euro.

O esforço reclamado, assegurou Zapatero, é "especial, singular e extraordinário" e deve ser feito "exatamente agora", quando se veem "sinais" que evidenciam o início da recuperação econômica.

O discurso do chefe do Executivo coincidiu com a divulgação do último dado do PIB, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística. O dado confirma que a Espanha saiu da recessão ao registrar entre janeiro e março um crescimento econômico de 0,1%.

Apesar deste dado, o Governo estima que o crescimento do ano que vem será menor do que o previsto, de 1,8%, reconheceu Zapatero.

O plano também prevê o corte de 600 milhões de euros entre 2010 e 2011 da ajuda oficial ao desenvolvimento e de 6,045 bilhões de euros do investimento público estatal no mesmo período.

O Executivo espanhol também almeja que as comunidades autônomas e Prefeituras façam cortes adicionais que totalizem 1,2 bilhões de euros.

Além disso, o plano prevê a eliminação do regime transitório para a aposentadoria parcial. Isso implicará que só poderão se enquadrar nessa modalidade os maiores de 61 anos, que tenham pelo menos 30 anos de contribuição à Previdência Social e pelo menos seis anos de antiguidade na empresa.

Como medidas complementares, o Governo espanhol adequará o número de unidades de medicamentos para ajustá-lo à duração padronizada dos tratamentos e reduzirá o preço daqueles remédios não-genéricos excluídos do sistema de preços de referência.

"A situação é difícil e seria insensato ocultar isso. Mas posso assegurar a todos que o Governo não vai fraquejar e conseguiremos seguir em frente, voltar à recuperação e à geração de emprego", afirmou.

Para o líder da oposição, o conservador Mariano Rajoy, o Governo está cortando os direitos sociais. Segundo ele, essa "improvisação" será paga por todos os espanhóis, especialmente os funcionários públicos, aposentados e futuras mães.

Por isso, Rajoy pediu a Zapatero "um corte justo e equitativo" do déficit e esclareceu que não lhe dará "um cheque em branco".

Os principais sindicatos espanhóis - as Comissões Operárias e a União Geral de Trabalhadores - não descartaram nenhum tipo de mobilização para expressar a rejeição social ao plano do Governo.

Zapatero conseguiu convencer as bolsas de valores, que reagiam com fortes altas em toda a Europa, depois de os pregões abrirem com clara tendência negativa, segundo os analistas.

Desemprego no R.Unido atinge nível mais alto desde 1994

Londres, 12 mai (EFE).- O desemprego no Reino Unido aumentou em 53 mil pessoas entre janeiro e março, situando-se em 2,51 milhões de desempregados, o maior número desde 1994, pelos dados divulgados nesta quarta-feira pelo escritório nacional de estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

Conforme a entidade, o número, que compreende os desempregados que se beneficiam do seguro desemprego e os que não, equivale a 8% da força de trabalho britânica.

O número de pessoas que recebem o seguro-desemprego desceu 27,1 mil pessoas em abril, passando para 1,52 milhão, indicou o escritório de estatísticas.

A receita média dos trabalhadores subiu 4% no último ano até fim de março.

O desemprego é particularmente importante entre os jovens de 16 e 24 anos, faixa etária em que houve um aumento de 18 mil pessoas, passando para 941 mil jovens, o maior número desde 1992.

Estes dados foram divulgados no mesmo dia em que o primeiro-ministro do Reino Unido, o conservador David Cameron, começa a formar seu Governo em substituição ontem à noite ao trabalhista Gordon Brown.

Cameron, que coloca fim a 13 anos de Governo trabalhista, chegou a um acordo de coalizão com os liberais-democratas, cujo líder, Nick Clegg, é o novo vice-primeiro-ministro.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Aumenta notificação de acidentes do trabalho

Nova legislação e criação de centros de saúde impulsionam registro

ANDRÉ LOBATO
DA REPORTAGEM LOCAL

A quantidade de pessoas que se acidentam ou ficam doentes por causa de suas atividades profissionais mas que não são reconhecidas pelo governo chegou à sua menor proporção em 12 anos, segundo o Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisa de Saúde e dos Ambientes de Trabalho).

Em 1986, 46% do total de acidentes estimados não eram registrados como ocasionados pela atividade. Essa taxa chegou ao teto de 82% em 1996. O último dado registrado, referente a 2008, é de 47%.

A criação de centros de saúde do trabalho, que diagnosticam e comprovam doenças, acidentes e problemas de saúde decorrentes da atividade produtiva, na década passada, e a mudança na legislação em 2007 são as principais explicações para a tendência de queda, assinala Gilberto Almazan, presidente do Diesat.

Há três anos, foi criado o NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário), que associa a função às doenças mais comuns das profissões. Essa relação permite ao perito dizer, com mais certeza, que uma doença foi adquirida ou agravada devido à atividade, explica Paulo Kaufmann, diretor do Instituto Síntese Saúde e Trabalho.

O caso de Vera Lúcia Jesus dos Santos, 47, ilustra como a mudança no sistema de notificação alterou o processo. Com lesão por esforço repetitivo desenvolvida ao longo dos anos na função de embalar produtos, ela recebia auxílio-doença não relacionada ao trabalho do Ministério da Previdência Social.

A empresa havia comunicado seu afastamento sem admitir que era seu tipo de atividade que ocasionava as lesões da tendinite. Após 2007, seu caso foi enquadrado na categoria de acidente de trabalho.

Novas subnotificações

Apesar do aumento das notificações, ainda há falta de reconhecimento de algumas doenças, opina Maria Maeno, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho). Ela afirma que transtornos psicológicos e comportamentais muitas vezes não são reconhecidos pelos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Ela cita o caso de uma profissional de empresa de ônibus urbano que ficou em choque após presenciar acidentes violentos no trânsito.

Márcio Correa, 38, marido da ex-motorista, diz que o Detran, que confere a habilitação ao motorista, e o Hospital das Clínicas de São Paulo afirmam que a profissional não tem condição de trabalhar, mas que a perícia deu alta a ela.

Remígio Todeschini, coordenador de segurança do trabalho no Ministério da Previdência Social, afirma que o reconhecimento desses casos aumentou em 20 vezes entre 2006 e 2008. "Foram de 612 em 2006 para 12.818 em 2008."

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lula poderá vetar reajuste de 7,7% para aposentados e o fim do fator previdenciário

05/05/2010 - 18h38

BRASÍLIA - O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou hoje que o governo tentará reverter no Senado a decisão da Câmara dos Deputados que, ontem, aprovou a concessão de reajuste de 7,7% para aposentados que ganham mais de um salário mínimo e o fim do fator previdenciário. "O jogo está sendo jogado. (A proposta) foi aprovada na Câmara e agora segue para o Senado e iremos apresentar aos senadores a realidade das contas públicas, a capacidade do governo de suportar um aumento no reajuste e esperamos que eles (os senadores) possam rever essa situação", declarou Padilha logo após ter se reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Segundo o ministro, o fim do fator previdenciário poderá gerar um impacto orçamentário anual de cerca de R$ 4 bilhões. Padilha lembrou que, após negociar com as centrais sindicais um aumento de 6,14%, o governo sinalizou com a possibilidade de conceder até 7% de reajuste, "o máximo que poderíamos suportar".

Embora acredite que os senadores vão modificar o resultado da votação na Câmara, Padilha afirmou que, se necessário, o próprio presidente poderá vetar o aumento, assumindo o desgaste político a fim de evitar o prejuízo nas contas da Previdência Social.

"Há um clima eleitoral que contamina os deputados e senadores", afirmou Padilha. "Mas o governo não vai se contaminar por este clima. O presidente não vai fazer como outros governos já fizeram e permitir qualquer irresponsabilidade com as contas públicas", concluiu o ministro.

Mais cedo, o presidente disse que "só é possível melhorar a vida do povo se tiver compatibilidade entre a necessidade do reajuste e a receita que nós temos". Lula não disse se irá vetar o reajuste. Afirmou que só tomará uma decisão quando o assunto for finalizado no Congresso Nacional.

"Com tranquilidade vou conversar com o ministro da Fazenda, mas só depois que o Senado tomar a decisão final. Não sei se o Senado toma a decisão, se volta para a Câmara, portanto, a hora é de aguardar o Congresso cumprir sua parte", assinalou.

O presidente afirmou ainda que, no atual momento econômico favorável que o Brasil vive, não se pode fazer "qualquer espécie de loucura em qualquer área" que possa atrapalhar o desenvolvimento do país. "Não podemos permitir que qualquer coisa, seja a previdência, seja a política de juros, a inflação, venha causar qualquer impossibilidade de o Brasil continuar nesse momento excepcional que está vivendo", disse. (Agência Brasil)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Descumprimento da Lei de Cotas gera prejuízo de R$ 15,6 bilhões

Às vésperas do 1° de maio, parte dos trabalhadores do país não tem o que comemorar: cerca de 600 mil pessoas com deficiência não têm acesso às vagas que lhes são garantidas pela Lei de Cotas (artigo 93 da lei 8.213/91), que determina que empresas com cem ou mais funcionários mantenham percentual entre 2% e 5% de pessoas com deficiência entre seu quadro de pessoal.

Com isso, perdem as pessoas com deficiência que não têm seu direito respeitado e perde o conjunto da sociedade, que não só não convive com a diferença, mas também não usufrui os recursos que poderiam ser injetados na economia devido à entrada de mais assalariados.

Uma conta baseada na média dos salários pagos às pessoas com deficiência hoje empregadas mostra que ao ano R$ 15,6 bilhões deixam de ser pagos às pessoas com deficiência excluídas do mercado de trabalho. O cálculo é feito com base nos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2008, dado mais atualizado disponível, o que indica que os números devem ser ainda maiores atualmente.

O problema poderia ser corrigido se empresas e poder público fizessem sua parte. Cabe ao Ministério do Trabalho multar as empresas que não cumprem a lei. O valor varia entre R$ 1.410,79 e R$ 141.077,93. O Ministério Público também tem papel fiscalizador, mas falta exercer tal papel para corrigir a postura de empresas que não exercem de fato a responsabilidade social.

Trata-se, portanto, de questão de interesse público. “Se a lei for cumprida, milhares de pessoas terão respeitadas sua cidadania, como prevê recente Convenção da ONU sobre direitos das pessoas com deficiência, que, embora ratificada pelo Brasil, não está sendo colocada em prática no mundo do trabalho”, afirma o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente.

Sociedade – A sociedade também pode fazer sua parte. É exatamente isso que têm feito as cerca de 600 pessoas que participam do 3° Programa de Sensibilização Social e Empresarial para Colocação de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, coordenado pelo Espaço da Cidadania em conjunto com várias entidades públicas e privadas e outros voluntários.

O programa é composto por etapas. A primeira terminou ontem na cidade de Limeira, retratado pela foto no momento em que a palestrante Márcia Hipolito tirava dúvidas do público presente. Esta etapa passou por Osasco, São Paulo, Santos, Lins, Campinas, Salto, São Bernardo do Campo e Limeira atraindo participantes de quase 50 cidades. Todos participaram de palestras de sensibilização sobre o potencial das pessoas com deficiência. Os participantes dessa etapa se credenciaram para estar na segunda etapa, na qual conhecerão “locais que dão bons exemplos de inclusão, cujas experiências poderão ser multiplicadas por outros locais do país”, explica Clemente.

A programação das visitas será divulgada em breve, mas estão entre os locais a Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo, responsável pelo melhor índice de cumprimento da Lei de Cotas no país, e a Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência que instalou o Memorial da Inclusão em Dezembro passado.

Informações: Espaço da Cidadania

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Amianto. Um massacre silencioso

Foi um massacre silencioso o que se consumou nos últimos 30 anos nos canteiros navais de Palermo, na Itália, envolvidos em uma nuvem de amianto. Para o tribunal da capital siciliana, as responsabilidades devem ser atribuídas à gestão dos ex-responsáveis pela Fincantieri [empresa de construção de navios]: o juiz Giuseppe Criscione condenou por homicídio culposo plúrimo e lesões os diretores do estabelecimentos de Palermo, que se alternaram entre 1970 e 1990. Luciano Lemetti foi condenado a sete anos e seis meses, Giuseppe Cortesi a seis anos e Antonino Cipponeri a três. Porém, terão direito a indulto.

A reportagem é de Salvo Palazzolo, publicada no portal do jornal La Repubblica, 26-04-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os ex-diretores de Palermo foram também condenados a pagar ao Inail [Instituto Nacional de Seguro contra Acidentes de Trabalho, na sigla em italiano] uma enorme multa de 4,2 milhões de euros, que é só uma antecipação ao ressarcimento que será depois quantificado pelo juiz civil. Outros ressarcimentos foram decididos para as famílias dos operários, para a Fiom Cgil, a Legambiente, para a Medicina Democratica e para a Câmara do Trabalho de Palermo, todas partes civis.

O processo fazia referência à morte de 36 operários e das pesadas doenças de outros 24 funcionários da Fincantieri. A causa teria sido uma só: a inalação das fibras de amianto. O que foi concluído hoje é só o primeiro capítulo da megainvestigação conduzida pelos procuradores substitutos Emanuele Ravaglioli e Carlo Marzella sobre as mortes nos canteiros de Palermo.

Outras quatro investigações, que revelam mais de 50 mortes por tumor, estão prestes a chegar ao tribunal. A Procuradoria também apresenta acusações contra os ex-responsáveis nacionais da empresa. Segundo a reconstrução do ministério público de Palermo, a Fincantieri teria continuado a produção de amianto até 1999, apesar de uma proibição explícita da lei de 1996.

“Desde os anos 50, os riscos do amianto são conhecidos”, rebateram os juízes. “Apesar de tudo isso, a Fincantieri não adotou as medidas mais elementares de prevenção para evitar a inalação do pó e das fibras do amianto”. No estabelecimento, não havia roupas especiais, nem máscaras, nem capacetes de proteção. E nem sistemas de aspiração do pó de amianto.

(Ecodebate, 29/04/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ato une centrais em memória das vítimas de acidentes de trabalho

Como parte das atividades do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, representantes sindicais de todo o país levam projetos de reformulação de benefícios da Previdência Social ao presidente da Câmara, Michel Temer.

Neste 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidente de Trabalho, a CUT e as demais centrais (CTB, CGTB, Força, NCST e UGT) realizam um ato público em Brasília, além de participarem de reunião com o deputado Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados.

Durante o encontro serão protocolados projetos, elaborados pelos trabalhadores, de reformulação da Lei 8213/91 - que trata dos planos de benefícios da Previdência Social.

Segundo comunicado emitido pela CUT, no ato nacional o objetivo é denunciar a irresponsabilidade do setor patronal no que diz respeito aos acidentes e doenças do trabalho; cobrar do Estado - nas esferas municipal, estadual e federal - ações efetivas de proteção a saúde do trabalhador; apoiar as lutas dos trabalhadores e o fortalecimento de suas organizações pela melhoria da saúde e condições de trabalho - como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), Sistema Único de Representação (SUR), Comissão de Fábrica e outros.

Mau exemplo
Segundo informa a CUT, no Brasil, o ano de 2008 registrou 747 mil acidentes de trabalho com 2.757 mortes e 12.071 casos de trabalhadores e trabalhadoras que sofreram incapacidade permanentemente. Todos os anos são gastos bilhões em recursos públicos com os acidentes de trabalho. Em 2008, ainda de acordo com a CUT, foram 46 bilhões de reais com a assistência médica, benefícios por incapacidade temporária ou permanente, e pensões por morte de trabalhadores e trabalhadoras vítimas das más condições de trabalho.

Embora dramáticos, esses dados abrangem somente trabalhadores regidos pela CLT, ou seja, trabalhadores públicos, autônomos e informais estão fora das estatísticas.
No último período, as doenças relacionadas com o trabalho tiveram maior visibilidade nas estatísticas com a implantação no Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), uma antiga reivindicação do sindicalismo do país.

A metodologia cruza os afastamentos por doenças com o código de atividade da empresa, gerando dados mais próximos da realidade e, ao mesmo tempo, denunciando a fragilidade dos sistemas de prevenção das instituições.



História
A data de 28 de Abril, em memória das vitimas de acidentes de trabalho surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, espalhando-se por diversos países através de sindicatos, federações, confederações locais e internacionais.

O dia foi escolhido em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde no trabalho.

Em maio de 2005, o dia 28 de abril foi instituído no Brasil como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, pela Lei nº 11.121.

Fonte: Central Única dos Trabalhadores (CUT)

28 de Abril: Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho

Em 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, a CUT e demais centrais sindicais farão ato em Brasília, na Câmara dos Deputados, Plenário 2, a partir da 17h, para a entrega de diversos Projetos de Lei ao presidente da casa, deputado Michel Temer.

Os Projetos serão subscritos pelos deputados federais Ricardo Berzoini (PT-SP), Jô Moraes (PC do B-MG), Pepe Vargas (PT-RS), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP). Além dos parlamentares, a atividade também contará com a presença dos presidentes das centrais e lideranças sindicais dos diversos ramos de atividade.

"O 28 de Abril vem se consolidando na agenda das centrais sindicais e de suas entidades filiadas em todo país. A cada ano atividades conjuntas são realizadas para marcar a data a partir de um tema central", afirma Plínio Pavão, secretário de saúde da Contraf-CUT e representante do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da CUT. "Neste ano de 2010 já estamos discutindo propostas de alteração na Lei 8.213/91 que é regulamentadora dos benefícios da Previdência Social, em especial nas questões relativas à Saúde do Trabalhador", completa.

A cada ano milhões de trabalhadores se acidentam em todo o mundo e outras centenas de milhares morrem no exercício do trabalho. No Brasil, as estatísticas oficiais do Ministério da Previdência mostram que em 2008 foram registrados 747 mil casos de acidentes de trabalho, com 2.757 mortes e 12.071 casos de trabalhadores que sofreram incapacidade permanente.

Segundo estimativas da OIT, ocorrem anualmente no mundo, cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB mundial. Cada acidente ou doença representa, em média, a perda de quatro dias de trabalho. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.

No Brasil, bilhões são gastos todos os anos com recursos públicos direcionado aos acidentes do trabalho. Em 2008 foram R$ 46 bilhões com assistência médica, benefícios por incapacidade temporária ou permanente, e pensões por morte de trabalhadores vítimas das más condições de trabalho.

Memória

O dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, lembrado em 28 de abril, surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, e logo se espalhou por diversos países, organizado por sindicatos, federações, confederações locais e internacionais.

A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador. Desde maio de 2005, o dia 28 foi instituído no Brasil por meio da Lei nº 11.121.


Fonte: Contraf-CUT

Manifestação lembra memória às vítimas de acidentes de trabalho

Nos últimos dois anos cresceu o número de vítimas decorrentes de acidentes de trabalho.

Muito destes acidentes não são notificados dessa forma, já que os óbitos são decorrentes de outros laudos.

“Falta educação, prevenção e conscientização”, revelou Luiz Bittencourt, secretário de saúde da Força Sindical de SC. “Não é dada a devida atenção a esse assunto. O governo se omite nesse sentido”.



Para chamar a atenção da sociedade e principalmente do poder público será realizado amanhã, quarta-feira 28, em Florianópolis uma manifestação que lembre o Dia Mundial em Memória as Vitimas de Acidente de Trabalho.

Uma caminhada nas ruas do Centro de Florianópolis deve marcar a data. A estimativa é reunir mais de três mil pessoas de todo o Estado, com o objetivo de apresentar propostas e reivindicações ao governo e as autoridades competentes sobre a saúde do trabalhador.

“A nossa bandeira será também a importância da redução da jornada para 40 horas para diminuir também as doenças ocupacionais”, lembrou o presidente da Força Sindical de SC, Osvaldo Mafra.

A concentração para o evento será às 14h em frente à Assembléia Legislativa.

28 de Abril – Em todo o mundo a data é celebrada e lembra o outro lado do trabalho: o que acidenta, incapacita e mata. Aqui no Brasil, os números apontam para uma guerra invisível em que morrem todos os anos três mil trabalhadores, uma morte a cada duas horas de trabalho e outros 300 mil se acidentam, assim três acidentes a cada minuto trabalhado.

De acordo com dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB mundial. Em um terço desses casos, cada acidente ou doença representa a perda de quatro dias de trabalho.

Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. A organização relata ainda que todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.

Aqui no estado temos dados de Joinville. Durante o ano passado (2009), foram investigados através dos atestados de óbitos do município e encontrado 31 óbitos por acidentes de trabalho, sendo que as pessoas do sexo masculino participaram com 94% e as pessoas do sexo feminino 6%. Constatou-se ainda que 29% foram acidentes típicos e 71% no trânsito. No ano de 2008 foram 11 óbitos confirmados como acidente de trabalho, sendo que houve um acréscimo de 281,8% de óbitos de 2008 para 2009.

Fonte: Assessoria de Imprensa de SC