quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bancários assinam acordo inédito contra o Assédio Moral

24/01/2011 - SINDICAL
Bancários terão canal para denunciar assédio moral
Por: Redação (pauta@abcdmaior.com.br)

Contraf-CUT e Fenaban assinam nesta quarta acordo inédito de combate ao assédio moral

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e mais de 50 sindicatos de bancários de todo País assinam nesta quarta-feira (26/01), um acordo inédito com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). O instrumento, previsto na convenção coletiva, define um canal específico para apurar as denúncias de assédio moral dos trabalhadores, que poderão ser encaminhadas pelos sindicatos aos bancos.

“Trata-se de uma das principais conquistas da Campanha Nacional dos Bancários de 2010”, comemora Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

O acordo será firmado com cinco bancos privados: Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já instalaram comitês de ética no ano passado, após negociações específicas com as entidades sindicais em 2009, com igual finalidade de apuração das denúncias de assédio moral nas instituições.

“Os bancos aplicam metas abusivas para a venda de produtos aos clientes, muitos desnecessários para a vida das pessoas, apelando para situações de pressão, constrangimento e humilhação no trabalho, que trazem estresse, adoecimento e depressão”, denuncia Carlos Cordeiro. “As doenças mentais são hoje uma das principais responsáveis pelo afastamento do trabalho e inclusive vários bancos já foram condenados em ações judiciais ao pagamento de pesadas indenizações”, aponta o presidente da Contraf-CUT.

"As doenças físicas e psíquicas vêm crescendo de forma assustadora na categoria. Atualmente, a cada mês 1.200 bancários em média são afastados por auxílio-doença concedido pelo INSS, dos quais a metade por transtornos mentais e por Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT)”, destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. “Os transtornos mentais vão desde uma pequena depressão até tentativa de suicídio. São doenças comprovadamente geradas ou agravadas pelo atual modelo organizacional dos bancos, onde imperam a pressão brutal por cumprimento de metas excessivas e o assédio moral”, explica.

No acordo, os bancos comprometem-se a declarar explicitamente condenação a qualquer ato de assédio e reconhecem que o objetivo é alcançar a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, em um ambiente saudável.


A Fenaban deverá fazer uma avaliação semestral do programa, com a apresentação de dados estatísticos setoriais, devendo ser criados indicadores que avaliem seu desempenho.

Os bancários poderão fazer denúncias nos sindicatos. O denunciante deverá se identificar para que a entidade possa dar o devido retorno ao trabalhador. O sigilo será mantido junto ao banco e o sindicato terá prazo de dez dias úteis para apresentar a denúncia ao banco. Após receber a denúncia, o banco terá 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato.

As denúncias apresentadas ao sindicato de forma anônima continuarão sendo apuradas pelas entidades, mas fora das regras desse programa.

"Vamos começar 2011 consolidando a conquista do combate ao assédio moral, abrindo uma nova etapa no enfrentamento de um dos graves problemas dos bancários, pois ele acaba com a saúde e a dignidade do trabalhador", conclui Carlos Cordeiro.

Matéria sobre Assédio Moral e Suicídio escrita pelo Frei Leonardo Boff

Segue na íntegra a excelente matéria do Frei Leonardo Boff para o site http://www.adital.com.br/ sobre o caos sócio-econômico mundial, que o atual sistema de relações de trabalho , em nível planetário , vem causando à saúde mental e física dos Trabalhadores(as).

Crise neoliberal e sofrimento humano

Leonardo Boff *

Adital - ww.adital.com.br

O balanço que faço de 2010 vai ser diferente. Enfatizo um dado pouco referido nas análises: o imenso sofrimento humano, a desestruturação subjetiva especialmente dos assalariados, devido à reorganização econômico-financeira mundial.
Há muito que se operou a "grande transformação" (Polaniy), colocando a economia como o eixo articulador de toda a vida social, subordinando a política e anulando a ética. Quando a economia entra em crise, como sucede atualmente, tudo é sacrificado para salvá-la. Penaliza-se toda a sociedade como na Grécia, na Irlanda, em Portugal, na Espanha e mesmo dos USA em nome do saneamento da economia. O que deveria ser meio transforma-se num fim em si mesmo.
Colocado em situação de crise, o sistema neoliberal tende a radicalizar sua lógica e a explorar mais ainda a força de trabalho. Ao invés de mudar de rumo, faz mais do mesmo, colocando pesada cruz sobre as costas dos trabalhadores. Não se trata daquilo relativamente já estudado do "assédio moral", vale dizer, das humilhações persistentes e prolongadas de trabalhadores e trabalhadoras para subordiná-los, amedrontá-los e, por fim, levá-los a deixar o trabalho. O sofrimento agora é mais generalizado e difuso afetando, ora mais ora menos, o conjunto dos países centrais. Trata-se de uma espécie de "mal-estar da globalização" em processo de erosão humanística.
Ele se expressa por grave depressão coletiva, destruição do horizonte da esperança, perda da alegria de viver, vontade de sumir do mapa e até, em muitos, de tirar a própria vida. Por causa da crise, as empresas e seus gestores levam a competitividade até a um limite extremo, estipulam metas quase inalcançáveis, infundindo nos trabalhadores, angústias, medo e, não raro, síndrome de pânico. Cobra-se tudo deles: entrega incondicional e plena disponibilidade, dilacerando sua subjetividade e destruindo as relações familiares. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas sofram este tipo de depressão, ligada às sobrecargas do trabalho.
A pesquisadora Margarida Barreto, médica especialista em saúde do trabalho, observou que no ano passado, numa pesquisa ouvindo 400 pessoas, que cerca de um quarto delas teve ideias suicidas por causa da excessiva cobrança no trabalho. Continua ela: "é preciso ver a tentativa de tirar a própria vida como uma grande denúncia às condições de trabalho impostas pelo neoliberalismo nas últimas décadas". Especialmente são afetados os bancários do setor financeiro, altamente especulativo e orientado para a maximalização dos lucros. Uma pesquisa de 2009 feita pelo professor Marcelo Augusto Finazzi Santos, da Universidade de Brasília, apurou que entre 1996 a 2005, a cada 20 dias, um bancário se suicidava, por causa das pressões por metas, excesso de tarefas e pavor do desemprego. Os gestores atuais mostram-se insensíveis ao sofrimento de seus funcionários, acrescentando-lhes ainda mais sofrimento.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de três mil pessoas se suicidam diariamente, muitas delas por causa da abusiva pressão do trabalho. O Le Monde Diplomatique de novembro do corrente ano denunciou que entre os motivos das greves de outubro na França, se achava também o protesto contra o acelerado ritmo de trabalho imposto pelas fábricas causando nervosismo, irritabilidade e ansiedade. Relançou-se a frase de 1968 que rezava: "metrô, trabalho, cama", atualizando-a agora como "metrô, trabalho, túmulo". Quer dizer, doenças letais ou o suicídio como efeito da superexploração capitalista.
Nas análises que se fazem da atual crise, importa incorporar este dado perverso que é o oceano de sofrimento que está sendo imposto à população, sobretudo, aos pobres, no propósito de salvar o sistema econômico, controlado por poucas forças, extremamente fortes, mas desumanas e sem piedade. Uma razão a mais para superá-lo historicamente, além de condená-lo moralmente. Nessa direção caminha a consciência ética da humanidade, bem representada nas várias realizações do Fórum Social Mundial entre outras.
[Autor de Proteger a Terra-Cuidar da vida: como evitar o fim do mundo, Record 2010].

* Teólogo, filósofo e escritor
Link: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=53327

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DIESAT realiza palestra no V Encontro Nacional dos Trabalhadores Técnicos e Administrativos de Ensino Privado da CONTEE- CUT

A equipe técnica do DIESAT foi convidada pela CONTEE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Filiada à CUT) , para proferir palestra sobre "Saúde do Trabalhador", durante a realização do 5º Encontro Nacional dos Trabalhadores Técnicos e Administrativos de Ensino Privado, por , eles representados. O evento acontecerá entre os dias 21 e 22 de Janeiro de 2011, no Centro de Eventos e Treinamentos - CNTC em Brasília(DF) situado na SGAS 902 - Asa Sul, com início previsto (dia 21/01) às 14:00h.
Nesta ocasião a equipe técnica será representada pelo Assistente Técnico Francisco José de Souza Ribeiro "Chicão" , que abordará aspectos históricos da própria criação e razão de existência do DIESAT e sobre a luta dos trabalhadores e especialistas, por saúde , segurança e dignidade nos ambientes de trabalho.

Programação completa :

Sexta-Feira, 21 de janeiro de 2011

14h00 - Mesa de Abertura : CONTEE - SAEP/DF - SINPROEP

14h30 - Emenda Constitucional nº 45
Palestrante : Delaíde Arantes - Assessora Jurídica da CONTEE e eminente futura Ministra do TST

15h45 - Cofee break

16h00 - Análise de Conjuntura :" Desafios da Organização Sindical no Governo Dilma"
Palestrante : Jacy Afonso - Secretário de Organização da CUT

17hoo - Saúde do Trabalhador
Palestrante : Francisco José de Souza Ribeiro "Chicão" - Assessor Técnico do DIESAT

Sábado, 22 de Janeiro de 2011

09hoo - "Quem somos , como somos vistos e qual nosso papel na CONTEE ? "
Palestrantes : Luis Gambim / SINTAE -RS & Carlúcio Cleber / SAAE-MG

10h30 - Cofee Break

10h45 - Continuação do debate e intervenções do plenário

12h00 - Almoço

14h15 - " Assédio Material"
Palestrante : Mário Lacerda / SAEP-DF

15h30 - "Plano de Carreira"
Palestrante : João Batista da Silveira/SAAE-MG &
Manoel Henrique Filho /SINTEEPE-PE

17h00 - Encaminhamentos finais

17h30 - Cofee finished

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sérgio Côrtes será o Ministro da Saúde no governo Dilma.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou nesta terça feira que o Secretário de Saúde do Estado, Sérgio Côrtes, aceitou o convite da presidente eleita, Dilma Roussef, para ser ministro da pasta no governo federal.

Até agora, Dilma já oficializou Guido Mantega no Ministério da Fazenda, Mirian Belchior no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central.

Também já foram confirmadas as escolhas de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula, para chefiar a casa civil, e de Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete do presidente, para a secretaria Geral da Presidência. Paulo Bernardo, do Planejamento, deve ir para as Comunicações.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Comissão rejeita gratificação por tempo de serviço na CLT

Da Agência Câmara
Em Brasília
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou, na última quarta (17), a inclusão da gratificação por tempo de serviço na remuneração do empregado vinculado ao regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A medida está prevista no Projeto de Lei 440/07, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN). O relator na comissão, deputado Guilherme Campos (DEM-SP), defendeu a rejeição da proposta por considerar que ela aumentaria o custo do emprego no Brasil.

Tributos extorsivos

Segundo ele, “da perspectiva do empresário, a implementação da medida representa aumento das obrigações trabalhistas e encargos sociais que já recaem sobre os salários”. Ele ressalta que a carga tributária sobre o salário, no Brasil, é uma das maiores do mundo.

Guilherme Campos acrescenta que os trabalhadores também poderiam ser prejudicados com a possível redução dos postos de trabalho. “Empresas com dificuldades de honrar seus compromissos poderiam demitir os trabalhadores mais antigos, cujos salários detivessem participação maior na folha de pagamentos”, disse.

Tramitação

A proposta foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Públcio. Ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário

Túnel para mineiros presos

está perto de ser concluído

na Nova Zelândia

Equipes de resgate na Nova Zelândia esperam concluir nesta segunda-feira (22) a perfuração de um túnel de 160 metros para chegar até o local onde se imagina que estejam os 29 trabalhadores presos desde sexta-feira em uma mina de carvão.


Por volta das 7h30 (hora de Brasília), estimava-se que o túnel estivesse a apenas 20 metros do local onde estariam os mineiros. O plano é enviar pelo túnel, de 15 centímetros de diâmetro, uma sonda para checar os níveis de toxicidade do ar e sinais de vida.

Será também enviado um robô do Exército neozelandês capaz de captar imagens e viajar por até 2,5 km.

O premiê do país, John Key, disse que os homens podem estar vivos, embora responsáveis pelas operações de resgate tenham afirmado estar preparados para qualquer cenário, inclusive "possíveis perdas de vidas".

Dificuldade

Os trabalhadores da mina Pike River, próxima à cidade de Greymouth, na Ilha Sul, têm idades entre 17 e 62 anos. Vinte e quatro deles são neozelandeses, dois são australianos, dois são britânicos e um é sul-africano. Desde a explosão, as equipes de resgate não conseguiram captar nenhum sinal de vida deles.

No domingo, parentes dos trabalhadores visitaram o local do acidente para ver os equipamentos usados e entender as dificuldades da operação.


Segundo especialistas, os altos níveis de gases tóxicos no local tornam arriscada demais qualquer tentativa de entrar na mina, mas as autoridades dizem ainda estar confiantes de que encontrarão os trabalhadores com vida.

O presidente da Pike River, Peter Whitthall, disse que a mina é relativamente pequena e que os mineiros estariam trabalhando perto um dos outros.

Cada mineiro levava um suprimento de 30 minutos de oxigênio, o suficiente para que chegassem até depósitos de oxigênio que durariam vários dias.

Whittall disse ainda que há água na mina e que a temperatura lá seria de 25 graus. Acredita-se que os mineiros estejam a cerca de 160 metros de profundidade.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Contratação rápida eleva gravidade de acidentes no local de trabalho

Valor Econômico - 28/10/2010
Marta Watanabe | De São Paulo


As empresas tiveram mais dias de trabalho perdidos em 2009 por conta de acidentes de trabalho. Também houve elevação do custo médio de cada acidente. Os dois dados indicam que aumentou a gravidade dos acidentes.
Essa é uma das conclusões de levantamento da Marsh Risk Consulting, em pesquisa com 86 empresas, 540 locais de trabalho e um total de 193,7 mil trabalhadores. Segundo o estudo, em 2009, o conjunto das empresas pesquisadas perdeu 31.894 dias por conta de afastamento de trabalhadores por acidentes no local de serviço. O número significa alta de 35% em relação ao ano anterior.
Para Sergio Duarte Cruz, consultor responsável pela pesquisa, o dado é preocupante. "O crescimento foi maior do que o acréscimo de 30,5% no número de trabalhadores pesquisados, " diz.
O levantamento foi realizado com empresas das áreas de metalurgia, alimentos, papel, varejo, além de fabricantes de produtos químicos e têxteis. A pesquisa leva em consideração acidentes no local do trabalho e de trajeto. Não entraram na contabilização as doenças ocupacionais.
Com o aumento no número de dias afastados, houve elevação no custo médio de cada acidente. No ano passado, o desembolso estimado por acidente foi de R$ 3,9 mil, o que significa um aumento de 68,5% em relação a 2008. No ano passado, foram registrados 2.213 acidentes, o que significa alta de 11% em relação ao ano anterior.
Para Cruz, a elevação de gravidade está relacionada ao aumento dos acidentes de trajeto e também com a necessidade de rápida contratação por causa do mercado aquecido.
Isso, explica o consultor, aumenta o nível de terceirização e reduz o tempo de treinamento e integração dos funcionários.
Os acidentes de trabalho têm tido repercussão maior na carga tributária das empresas. O estudo da Marsh também verificou o impacto do nível de sinistralidade no Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Segundo pesquisa com 64 empresas de médio e grande porte, 80% delas tiveram aumento nas alíquotas da contribuição ao Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) desde janeiro de 2010, quando entrou em vigor o novo cálculo do FAP.
O FAP é uma forma de cálculo utilizada para bonificar empregadores que tenham feito melhorias nas condições de trabalho e apresentado menores índices no número de acidentes. Ao mesmo tempo, a equação eleva a carga do SAT para empresas com nível de acidentes superior à média de seu setor econômico. O FAP varia ano a ano e é calculado levando em conta os dois últimos anos. Trata-se de um cálculo feito por empresa.
Para Cruz, o resultado surpreende, já que poucas empresas conseguiram reduzir as alíquotas do SAT. Das 64 companhias analisadas pela seguradora, explica, 31 empresas tiveram aumento acima de 31% nas alíquotas da contribuição, enquanto seis empresas sofreram elevação entre 21% e 30%. Outras 16 empresas tiveram acréscimo de até 20%.
Atualmente, o SAT é pago pelos empregadores nas alíquotas básicas de 1%, 2% e 3% sobre a folha de salários. Com o FAP, porém, a alíquota efetiva passa a ser definida pelo desempenho de cada empresa. As empresas que melhorarem os índices de acidentes em relação ao seu segmento econômico podem ser beneficiadas com redução de até 50% em suas alíquotas, enquanto os empregadores com desempenho negativo podem sofrer elevação de carga de até 100%.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

País cria 2,2 milhões de empregos no ano e renova recorde

Em setembro, porém, foram criadas 246.875 vagas, sem o recorde mensal previsto pelo ministro do Trabalho

SÃO PAULO/BRASÍLIA - O volume de vagas de trabalho geradas com carteira assinada de janeiro a setembro é recorde para o período. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira, 19, pelo Ministério do Trabalho, o total de vagas geradas no período foi de 2.201.406. "Já nem falo mais em recorde, já estamos vendo isso há algum tempo e estamos acostumados", minimizou o ministro Carlos Lupi.

Os melhores nove meses, segundo dados do Caged na criação de empregos até então foram registrados em 2008. Naquele ano, foram gerados de janeiro a setembro, 2,086 milhões de postos de trabalho.

A meta de Lupi para o ano é a criação de 2,5 milhões de postos de trabalho. Para isso, faltam 298.594 empregos. "Mantenho a meta porque o resultado de setembro sofreu efeito de sazonalidade. Vamos ter crescimento forte em dois meses, mas queda em dezembro", previu o ministro, lembrando que este é o desenho do indicador. No mês passado, foram gerados 246.875 postos.

Ao contrário do previsto, dado de setembro não bateu recorde
O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no Brasil em setembro foi positivo em 246.875 vagas. Em setembro do ano passado, foram criados 252 mil postos de trabalho formais. O maior volume da série histórica para o mês, no entanto, ainda é o de setembro de 2008, quando houve contratações líquidas de 282.841. Em agosto de 2010, o Ministério registrou 299 mil novas vagas de emprego.

Na véspera do Dia do Trabalho, o ministro Carlos Lupi ampliou sua meta de geração de empregos com carteira de 2 milhões para 2,5 milhões em 2010, depois de sucessivos resultados recordes nos meses verificados até aquele momento. Lupi também previa recordes mensais até o mês novembro.

Cálculos realizados pelo Banco Fator mostraram que o saldo líquido de postos formais de trabalho criados no Brasil passou de 189 mil, em agosto, para 154 mil em setembro, em termos dessazonalizados. As contas da equipe de analistas da instituição, liderada pelo economista-chefe, José Francisco de Lima Gonçalves, foram feitas após o Ministério do Trabalho e Emprego anunciar nesta terça-feira que o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês passado.

Números dessazonalizados do Caged costumam ser calculados pelas instituições do mercado financeiro, podendo alcançar níveis diferentes, dependendo da conta de cada economista. No caso do Banco Fator, a equipe de analistas informou que utilizou o programa Arima X-12.

Segundo o Banco Fator, o nível dessazonalizado voltou à trajetória de queda, iniciada em abril de 2010 e interrompida apenas em agosto. "O indicador do Caged mostra que a economia voltou a desacelerar e que o forte dado de agosto parece ter sido mais um outlier (ponto fora da curva) do que um indicador de mudança de tendência", comentaram os analistas do banco, em breve relatório enviado à imprensa.

Fonte: Estado de São Paulo

Sarkozy promete ação contra manifestantes e refinarias

Presidente classifica greve de antidemocrática e reitera que aprovará reforma da previdência

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, jurou intervir nas ações dos "arruaceiros" que entrarem em confronto com a polícia nos protestos que tomaram o país nos últimos dias contra uma reforma no sistema previdenciário.

Sarkozy disse compreender "a inquietação" gerada pela reforma, insistiu que a oposição tem direito de manifestar-se "sem violência" e reiterou que não voltará atrás porque o déficit atual do sistema de previdência "não pode durar".

O presidente francês assinalou que no seu retorno a Paris nesta tarde vai resolver a questão, porque "há muita gente que quer trabalhar" e "não pode porque não tem combustível". Ele indicou que trabalhará com as forças da ordem para conter os atos de violência.

Sarkozy ainda disse que a paralisação das atividades nas refinarias - o que causa falta de combustíveis nos postos do país - "não podem existir em uma democracia, onde há pessoas que querem trabalhar". O presidente insistiu que é seu dever aprovar a reforma da previdência, embora as manifestações estejam ganhando proporções maiores e caráter violento.

Segundo Sarkozy, o aumento demográfico e da expectativa de vida demandam a extensão da idade mínima para a aposentadoria - que passará de 60 para 62 anos. O presidente ainda disse que outras nações europeias já tomaram a mesma decisão.

Paralisação
Os serviços aéreo, ferroviário, rodoviário e de abastecimento de combustíveis na França estão prejudicados pelas paralisações, que contam com a adesão dos movimentos estudantis.

Todas as 12 refinarias da França continuam em greve. Os produtos derivados de petróleo não estão deixando as fábricas, exceto aqueles enviados para suprir os serviços de emergência, informou a Confederação Geral do Trabalho (CGT), central sindical que representa os trabalhadores. "Todas as refinarias estão em greve", disse Charles Foulard, acrescentando que a ação continuará em "quase todas" as refinarias até sexta-feira, já que os trabalhadores votaram a favor da manutenção do protesto.

Os protestos nacionais chegaram ao 6º dia nesta terça-feira. Estão programados mais de 200 protestos de rua na França. Nas cidades de Lyon e Nanterre, já foram registrados confrontos entre estudantes e as forças de segurança. Segundo uma pesquisa do instituto CSA, as manifestações contra a reforma da previdência têm o apoio de 71% dos franceses.

Ainda que o país tenha reservas de combustível para várias semanas e os distribuidores de combustível possam importar combustível de países vizinhos, há o temor de que a falta do produto leve muitas pessoas a correr para fazer estoques, acabando com as reservas nos postos em algumas áreas, alertou ontem Jean-Louis Schilansky, presidente da União Francesa de Indústrias Petrolíferas.

Outros serviços
A Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro (SNCF, na sigla em francês) anunciou que, por enquanto, suas previsões estão sendo cumpridas. Para esta terça está prevista a circulação de 60% dos trens com saída ou destino a Paris, metade dos trens de alta velocidade (TGVs), 25% dos trens regionais e todos os Eurostar.

Nos aeroportos de Paris, serão cancelados 50% dos voos de Orly e 30% das chegadas e partidas do internacional Roissy-Charles de Gaulle. A companhia aérea Air France estima manter 100% dos voos de longa distância, 80% dos voos de média distância e 50% dos voos de curta distância.

Nas rodovias francesas, as ações de bloqueio conhecidas como "operações caracol" começam a ser sentidas sobretudo nas estradas de acesso a Paris. A greve também terá repercussão em La Poste - empresa pública de correios -, na France Télécom e no setor público audiovisual.

Um terço dos professores primários também cruzará os braços, segundo os sindicatos, número que o Ministério da Educação reduz para 10%. Além disso, cinco universidades se somarão à greve. Este será um dos pontos mais sensíveis da jornada, já que os protestos estudantis resultaram em 196 detenções e em torno de 20 policiais feridos na segunda.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aos Queridos Professores

Mais uma vez, desejamos aos professores e professoras que fazem toda a diferença em nossa sociedade:

Feliz Dia dos Professores!!!!!!
Com muito carinho, respeito e admiração.

Equipe Diesat