segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Declaração Mundial da Assembléia dos Movimentos Sociais, que antecedeu o FÓRUM SOCIAL MUNDIAL em Dakar-Senegal.

Nos dias 03 a 04 de Fevereiro do corrente ano, estivemos representados em Dakar no Senegal , pelo nosso Diretor de Comunicação o companheiro Arnaldo Marcolino , durante a 4ª Conferência Mundial de Seguridade Social, que antecipou alguns assuntos que foram o centro dos dabates do FÓRUM SOCIAL MUNDIAL.realizado neste ano, neste país africano.
Após esta conferência , o companheiro Arnaldo , participou de debates até o final das atividades, no dia 16 de Fevereiro deste ano.
O Fórum Social Mundial foi centro de uma série de conferências, em especial a dos Movimentos Sociais, cuja declaração (trazida pelo nosso dirigente nacional Arnaldo Marcolino) transcrevemos na íntegra abaixo (traduzido do espanhol):

Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais
Fórum Social Mundial (Dakar - Senegal) – 10 de Fevereiro de 2011

Nós, reunidos na Assembléia dos Movimentos Sociais, realizada em Dakar durante o Fórum Social Mundial 2011, afirmamos a contribuição fundamental da África e de seus povos na construção da civilização humana. Juntos, os povos de todos os continentes, travamos lutas, nas quais nos opomos com grande energia à dominação do capital, que se esconde atrás da promessa de progresso econômico do capitalismo e da aparente estabilidade política. A descolonização dos povos oprimidos é um grande desafio para os movimentos sociais do mundo inteiro.
Afirmamos nosso apoio e solidariedade ativa aos povos da Tunísia e Egito e do mundo árabe que se levantam hoje para reivindicar uma real democracia e construir um poder popular. Com suas lutas mostram o caminho a outro mundo, livre da opressão e da exploração.
Reafirmamos com força nosso apoio aos povos da Costa do Marfim, da África e de todo o mundo em sua luta por uma democracia soberana e participativa. Defendemos o direito à autodeterminação de todos os povos.
No processo do Fórum Social Mundial, a Assembléia de Movimentos Sociais é o espaço onde nos reunimos, a partir de nossa diversidade, para juntos construir agendas e lutas comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo tipo de discriminação.
Em Dakar celebramos os 10 anos do primeiro Fórum Social Mundial, realizado em 2001 em Porto Alegre, Brasil. Nesse período construímos uma história e um trabalho comum que permitiu alguns avanços, particularmente na América Latina, onde conseguimos frear alianças neoliberais e definir alternativas para um desenvolvimento socialmente justo e respeitoso da Mãe Terra.
Em 10 anos vimos também a eclosão de uma crise sistêmica, expressada por uma crise alimentar, ambiental, financeira e econômica que resultou em um aumento das migrações e deslocamentos forçados, da exploração, do endividamento e das desigualdades sociais.
Denunciamos o rol dos agentes do sistema (bancos, multinacionais, grupos de mídia, instituições internacionais etc.) que na busca do máximo lucro mantém com diversas faces sua política intervencionista através de guerras, ocupações militares, supostas missões de ajuda humanitária, criação de bases militares, extração dos recursos naturais, exploração dos povos, manipulação ideológica. Denunciamos também a cooptação que estes agentes exercem através de financiamentos de setores sociais de seu interesse e suas práticas assistencialistas que geram dependência.
O capitalismo destrói a vida cotidiana das pessoas. Porém, a cada dia nascem múltiplas lutas pela justiça social para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo, e para que todos e todas tenhamos uma qualidade de vida digna. Afirmamos que os povos não devem seguir pagando por esta crise sistêmica, a qual se mostra sem saída dentro do sistema capitalista.
Reafirmando a necessidade de construir uma estratégia comum de luta contra o capitalismo, nós dos movimentos sociais:
Lutamos contra as multinacionais porque sustentam o sistema capitalista, privatizam a vida, os serviços públicos e os bens comuns, como a água, o ar, a terra, as sementes e os recursos minerais. As multinacionais promovem as guerras através da contratação de empresas militares privadas, mercenários e da produção de armamentos. Elas reproduzem práticas extrativistas insustentáveis para a vida, monopolizam nossas terras e desenvolvem alimentos transgênicos que retiram dos povos o direito da alimentação e eliminam a biodiversidade.
Exigimos a soberania dos povos a partir do nosso modo de vida. Exigimos políticas que protejam as produções locais que dignifiquem as práticas no campo e conservem os valores ancestrais da vida. Denunciamos os tratados neoliberais de livre comércio e exigimos a livre circulação de seres humanos.
Seguimos nos mobilizando pela anulação incondicional da dívida pública de todos os países do hemisfério Sul. Denunciamos igualmente, nos países do hemisfério Norte, a utilização da divida pública como forma de imposição de políticas injustas e anti-sociais.
Mobilizemo-nos massivamente durante as reuniões do G8 e G20 para dizer não às políticas que nos tratam como mercadorias!
Lutamos pela justiça climática e pela soberania alimentar. O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As multinacionais, as instituições financeiras internacionais e governos a seu serviço não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.
Denunciamos o “capitalismo verde” e rechaçamos as falsas soluções para a crise climática como: os agrocombustíveis, os transgênicos e os mecanismos do mercado de carbono (como a REDD), que iludem as populações empobrecidas com o progresso enquanto privatizam e mercantilizam os bosques e territórios, onde viveram milhares de anos.
Defendemos a soberania alimentar e o acordo alcançado na Cúpula dos Povos contra as Mudanças Climáticas e pelos Direitos da Mãe Terra, realizada em Cochabamba, onde alternativas reais para a crise climática foram construídas com movimentos e organizações sociais e populares de todo o mundo.
Mobilizemo-nos todos e todas, em especial no continente africano, durante a COP-17 em Durban no Sul da África, e a Rio +20 em 2012, para reafirmar os direitos dos povos e da Mãe Terra e frear o ilegítimo acordo de Cancun.
Defendemos a agricultura familiar, que é uma solução real para a crise alimentar e climática e significa também o acesso à terra para a gente que ali vive e trabalha. Por isso, convocamos para uma grande mobilização para frear a monopolização de terras e apoiar as lutas rurais locais.
Combatemos a violência contra a mulher que é exercida com regularidade nos territórios ocupados militarmente, mas também contra a violência que sofrem as mulheres quando são criminalizadas por participar ativamente das lutas sociais. Lutamos contra a violência doméstica e sexual que é exercida sobre elas quando são consideradas como objetos ou mercadorias, quando a soberania sobre seus corpos e sua espiritualidade não é reconhecida. Lutamos contra o tráfico de mulheres, meninas e meninos.
Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação de gênero, e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.
Mobilizemo-nos todos e todas, unidos, em todas as partes do mundo contra a violência à mulher.
Lutamos pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios. As potências imperialistas utilizam as bases militares para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais e promover iniciativas antidemocráticas como fizeram com o golpe de Estado em Honduras e com a ocupação militar no Haiti. Promovem guerras e conflitos como fazem no Afeganistão, Iraque, na República Democrática do Congo e em vários outros países.
Intensifiquemos a luta contra a repressão dos povos e a criminalização dos protestos e fortaleçamos as ferramentas de solidariedade entre os povos como o movimento global de boicote, alienações e sanções contra Israel. Nossa luta dirige-se também contra a OTAN e pela eliminação de todas as armas nucleares.
Cada uma destas lutas implica em uma batalha de idéias, em que não podemos avançar sem democratizar a comunicação. Afirmamos que é possível construir uma integração de outro tipo, a partir do povo e para os povos e com a participação fundamental dos jovens, das mulheres, agricultores e dos povos tradicionais.
A Assembléia dos movimentos sociais convoca as forças e atores populares de todos os países para desenvolver duas ações de mobilização, coordenadas em nível mundial, para contribuir com a emancipação e autodeterminação de nossos povos e para reforçar a luta contra o capitalismo.
Inspirados nas lutas do povo da Tunísia e Egito, convocamos para que o dia 20 de março seja um dia mundial de solidariedade com o levantamento do povo árabe e africano que em suas conquistas contribuem para as lutas de todos os povos: a resistência do povo palestino e saharaoui, as mobilizações européias, asiáticas e africanas contra a dívida e o ajuste estrutural e todos os processos de mudança que se constroem na América Latina.
Convocamos igualmente para um dia de ação global contra o capitalismo o dia 12 de outubro onde, de todas as maneiras possíveis, rechaçaremos este sistema que destrói tudo por onde passa.
Movimentos sociais de todo mundo, avancemos em direção à unidade em nível mundial para derrotar o sistema capitalista!!
Nós venceremos!!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Renda dos trabalhadores é a maior da história para janeiro, diz IBGE

De acordo com IBGE, rendimento ficou em R$ 1.538,30.
É o quarto melhor resultado desde o início da pesquisa, em março de 2002.

O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros é o melhor da história, para o mês de janeiro, desde que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), começou a ser elaborada, em março de 2002. Em janeiro de 2011, o rendimento médio real habitual ficou em R$ 1.538,30. Antes, o melhor resultado tinha sido em janeiro de 2009, quando o rendimento médio real cravou R$ 1.465,80.

O resultado de janeiro de 2011 é o quarto melhor da história da PME. O primeiro mês deste ano só perde para os meses de outubro (R$ 1.554,62), setembro (R$ 1.550,61) e novembro (R$ 1.541,96) de 2010.

“Esse resultado se deu em função de já existir um histórico de melhoras do cenário econômico ao longo da série de pesquisas”, ressaltou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. “O cenário de 2010 foi um dos melhores que se verificou após a crise”, complementou.

De acordo com Azeredo, o resultado poderia ter sido ainda melhor se não tivesse ocorrido a crise econômica mundial, em setembro de 2008. “O salário real poderia estar ainda melhor não fosse a crise de 2008, que freou a evolução do rendimento médio dos trabalhadores”, concluiu o gerente.

Governo central tem superavit de R$ 14 bilhões em janeiro

Fonte: Folha on line

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superavit de R$ 14,09 bilhões em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira. Em dezembro, a economia do governo para o pagamento de juros da dívida havia sido de R$ 14,41 bilhões e, em janeiro de 2010, R$ 13,86 bilhões.

O total economizado no mês passado corresponde a 4,53% do PIB (Produto Interno Bruto). Já o total acumulado em 12 meses representa 2,15%.

O Tesouro Nacional foi o principal responsável pelo resultado, apresentando superávit primário de R$ 17,24 bilhões. Já a Previdência Social teve deficit de R$ 3,02 bilhões e o Banco Central deficit de R$ 124,7 milhões.

As receitas líquidas do governo central --que excluem as transferências a Estados e municípios-- aumentaram 19,1% em relação a janeiro do ano passado, ficando em R$ 90,87 bilhões. Já as despesas cresceram 24%, alcançando R$ 61,21 bilhões.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nanotecnologia Anti-Chulé ...não falta mais nada agora !



SÃO PAULO – Você tem chulé? Sente vergonha por isso? Então, saiba que seus problemas acabaram. Isso graças à nanotecnologia. É o que promete produto da empresa Dublauto.
Com unidades no Rio Grande do Sul e em São Paulo, a companhia está desenvolvendo inovações em componentes para calçados e têxteis que utilizam a chamada “tecnologia das partículas anãs”.
Segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia, das sete patentes requeridas pela companhia, três se originaram do projeto aprovado no edital de Subvenção Econômica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de 2007.
Segundo o projeto, as palmilhas e outros componentes internos dos calçados possuem tecnologia capaz de absorver o impacto das pisadas e manter os pés secos e com uma temperatura adequada.
Os engenheiros da Dublauto, responsáveis pela inovação, em parceria com universidades, criaram a “Sequinha”, palmilha constituída de três camadas montadas em uma estrutura única, na qual é incorporada um tratamento nanotecnológico antimicrobiano, que previne o mau cheiro e até algumas doenças, como o pé-de-atleta. Já o forro Dry Soft tem a função de absorver rapidamente o suor dos pés.
Ao caminhar, microcápsulas com fragrância são liberadas continuamente, conforme o atrito natural. Elas não só evitam o mau odor, mas também agem como hidratante da pele, auxiliando na cicatrização de pequenas fissuras, na regeneração das células e na ativação da circulação sanguínea.

Fonte :http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/nanotecnologia-evita-mau-cheiro-nos-pes-12022011-7.shl

(Com informações do MCT)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ANS abre consulta pública para normatizar atendimento rápido pelos planos de saúdeA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começou a receber nest

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começou a receber nesta quinta-feira (3) sugestões e críticas à proposta de normatização da garantia de atendimento rápido aos clientes de planos de saúde. Com a norma, a ANS espera que as operadoras credenciem o maior número possível de prestadores de serviço nas cidades de abrangência do plano de saúde. Além disso, as novas regras pretendem reduzir o tempo de espera por atendimento.

Segundo o gerente de Monitoramento de Operação dos Produtos da ANS, Rafael Fogel, ao final da consulta pública a agência editará uma norma que contemple ao máximo as necessidades apontadas pelos usuários. A decisão de pôr o tema em consulta foi motivada pela quantidade de reclamações recebidas por órgãos de defesa do consumidor e pelo Ministério Público quanto à dificuldade que os segurados encontram para ser atendidos rapidamente.

"As notícias mostram a mesma situação em diversas regiões do país e os órgãos de defesa do consumidor apontaram a necessidade de a ANS intervir nesse ponto do atendimento ao beneficiário que, às vezes, adquire um plano, está em dia com o pagamento, mas não consegue receber o atendimento a que tem direito", disse Fogel.

A minuta em consulta pública estabelece limites de tempo para o atendimento e obriga a contratação de prestadores de serviços em todas as localidades que integram a área de abrangência do plano de saúde. O documento também aborda temas como a garantia do atendimento por prestador não credenciado; oferta de transporte do beneficiário até o prestador credenciado mais próximo e a obrigação de reembolso integral no caso de o usuário ser obrigado a pagar, por falta de prestadores de serviço credenciados, pelo atendimento médico-hospitalar.

A consulta pública estará disponível por 30 dias na página da Agência Nacional de Saúde Suplementar na internet.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Plano de saúde usa SUS para não pagar medicamento caro

Fonte: Folha on line

Planos de saúde têm empurrado seus segurados ao SUS para buscarem remédios ou procedimentos que deveriam ser cobertos por eles.

Cinco usuários de diferentes planos de saúde confirmaram a prática à Folha. O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) também já registrou queixas sobre isso. O caso mais recente envolve a Porto Seguro Saúde e um empresário paulista da área têxtil, D.L., 52, que sofre de artrite reumatoide.

Há três anos, o plano cobre o tratamento com a droga Remicade (infliximabe), aplicada na veia. Ele fica uma noite internado para isso. Há um mês, porém, a Porto informou, por e-mail, que não cobriria mais o remédio e o orientou a buscá-lo no SUS --o frasco de 100 ml custa R$ 4.000. A cada dois meses, L. usa cinco frascos.

Segundo a advogada Daniela Trettel, do Idec, pela lei, toda medicação que exige internação para ser administrada deve ser fornecida pelo plano de saúde. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) também confirma a informação.

Por meio de nota, a Porto Seguro Saúde confirmou que encaminhou o segurado D.L. para buscar a medicação no SUS. Diz que a empresa "tem como política sempre oferecer soluções e alternativas viáveis" aos seus segurados.

"Há anos existe um programa regular estatal de fornecimento de medicamentos de alto custo à população. Quando um tratamento não tem cobertura pelo rol da ANS, orientamos sobre a existência deste serviço."

Questionada sobre o motivo que a levou a ressarcir a medicação por três anos, a Porto alega que uma nova resolução da ANS definiu a não cobertura a droga. Mas, na lista de procedimento excluídos pela ANS, não consta o Remicade.

Procurada novamente ontem à noite, a Porto Seguro não respondeu.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Spray de células-tronco consegue regenerar queimaduras em dias.

A pele dos pacientes foi regenerada em quatro dias

Cientistas da universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, desenvolveram um spray de células-tronco que pode regenerar a pele de pessoas que sofreram queimaduras graves em questão de dias.

Células-tronco do próprio paciente são espalhadas sobre a área atingida pelo fogo. O processo promete acelerar muito a recuperação de vítimas, em comparação com os procedimentos atuais, como o transplante de pele.

Os cientistas já testaram o novo equipamento em pacientes, que chegaram a ter a pele completamente recuperada em apenas quatro dias.



FONTE:http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000396675

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Protesto do Sindicato dos Químicos Unificado (Osasco,Campinas e Região) contra demissão de Trabalhadoras(es) portadoras de DORT na Empresa Samkwang

Lesionados demitidos: Justiça acata denúncia contra Samkwang

Se descumprir acordo, empresa será multada em R$ 30 mil por infração

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas obrigou a Samkwang Brasil
Indústria e Comércio de Artefatos para Aparelhos Celulares Ltda. a fornecer
ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) todas as
informações e documentação necessária para a apuração da denúncia de que a
empresa fez demissão irregular de trabalhadoras e trabalhadores portadores
de doença ocupacional quando do encerramento de suas atividades, em agosto
de 2010.
A denúncia ao MPT foi feita pelo Sindicato Químicos Unificados, após
inúmeras tentativas de negociar a questão diretamente com a empresa, sempre
sem qualquer resultado.
Greve na Samkwang, em 04/11/09: Mais segurança no trabalho era uma das
reivindicaçõese65cc0799237926699.jpg>

Multas
Na audiência entre o Procurador do Trabalho, o sindicato e a empresa,
realizada em dezembro último, foi assinado pela Samkwang um Termo de Ajuste
de Conduta (TAC), pelo qual ela aceita cumprir as determinações do MPT.
No TAC, o procurador do trabalho determinou que caso a Samkwang descumpra o
documento, deverá pagar uma multa de R$ 30.000,00 por cada irregularidades
constatada em cada uma de suas obrigações por trabalhador encontrado em
situação de desacordo com a legislação, acrescida de R$ 200,00 por dia.
Os valores da multa serão reversíveis ao Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT).
Cerest
De posse da documentação que receberá da Samkwang, junto com as que o
Sindicato Químicos Unificados já encaminhou, o órgão emitirá laudo pericial
sobre a existência de doença ocupacional nos trabalhadores.
De acordo com exames médicos e clínicos realizados pelo assessor médico do
trabalho do Unificados, 68 trabalhadores são portadores de lesões
ocupacionais, a grande maioria por Lesões por Esforços Repetitivos e
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT).
O sindicato abriu Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) para todos. Do
atual processo no MPT o sindicato representa coletivamente 30 trabalhadores.
Os demais poderão entrar com processo paralelo contra a empresa, tanto em
caráter individual como coletivo.
Perspectivas
Concluído seu trabalho, o Cerest encaminhará os laudos para o MPT. Como a
Samkwang encerrou sua linha de produção em Campinas, mantendo apenas um
escritório para finalização das atividades, não é possível a reintegração ao
trabalho dos lesionados.
Assim, conforme espera a direção e os advogados do Unificados, a empresa
deverá ser condenada a pagar uma indenização por danos morais e à saúde dos
trabalhadores.
Encerramento e demissões
Em 24 de agosto de 2010 a Samkwang do Brasil comunicou a seus trabalhadores
e ao Unificados que naquele dia encerrava sua produção na fábrica instalada
no Parque Imperador, em Campinas.
Ao mesmo tempo, demitiu cerca de 250 trabalhadores, mantendo apenas alguns
do setor administrativo.
Lesões
A Samkwang sempre teve grande histórico de trabalhadores adquirirem LER/DORT
durante o exercício de suas funções. Eram necessárias constantes
intervenções do Unificados para que a saúde dos trabalhadores fosse
preservada. Bem como para a abertura de CAT, o que a empresa dificilmente
fazia por iniciativa própria.
Por essa razão, para reivindicar condições seguras de trabalho,
principalmente no quesito ergonomia e a exigência de movimentos rápidos e
constantes para aumentar a produção, como também da prática do assédio
moral, foram realizadas diversas assembleias, paralisações temporárias e
greves.
Saiba Mais

Leia ainda:
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Unificados entrega dossiê sobre a Natura, em...
Saiba Mais

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http://www.quimicosunificados.com.br
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bancários assinam acordo inédito contra o Assédio Moral

24/01/2011 - SINDICAL
Bancários terão canal para denunciar assédio moral
Por: Redação (pauta@abcdmaior.com.br)

Contraf-CUT e Fenaban assinam nesta quarta acordo inédito de combate ao assédio moral

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e mais de 50 sindicatos de bancários de todo País assinam nesta quarta-feira (26/01), um acordo inédito com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). O instrumento, previsto na convenção coletiva, define um canal específico para apurar as denúncias de assédio moral dos trabalhadores, que poderão ser encaminhadas pelos sindicatos aos bancos.

“Trata-se de uma das principais conquistas da Campanha Nacional dos Bancários de 2010”, comemora Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

O acordo será firmado com cinco bancos privados: Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já instalaram comitês de ética no ano passado, após negociações específicas com as entidades sindicais em 2009, com igual finalidade de apuração das denúncias de assédio moral nas instituições.

“Os bancos aplicam metas abusivas para a venda de produtos aos clientes, muitos desnecessários para a vida das pessoas, apelando para situações de pressão, constrangimento e humilhação no trabalho, que trazem estresse, adoecimento e depressão”, denuncia Carlos Cordeiro. “As doenças mentais são hoje uma das principais responsáveis pelo afastamento do trabalho e inclusive vários bancos já foram condenados em ações judiciais ao pagamento de pesadas indenizações”, aponta o presidente da Contraf-CUT.

"As doenças físicas e psíquicas vêm crescendo de forma assustadora na categoria. Atualmente, a cada mês 1.200 bancários em média são afastados por auxílio-doença concedido pelo INSS, dos quais a metade por transtornos mentais e por Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT)”, destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. “Os transtornos mentais vão desde uma pequena depressão até tentativa de suicídio. São doenças comprovadamente geradas ou agravadas pelo atual modelo organizacional dos bancos, onde imperam a pressão brutal por cumprimento de metas excessivas e o assédio moral”, explica.

No acordo, os bancos comprometem-se a declarar explicitamente condenação a qualquer ato de assédio e reconhecem que o objetivo é alcançar a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, em um ambiente saudável.


A Fenaban deverá fazer uma avaliação semestral do programa, com a apresentação de dados estatísticos setoriais, devendo ser criados indicadores que avaliem seu desempenho.

Os bancários poderão fazer denúncias nos sindicatos. O denunciante deverá se identificar para que a entidade possa dar o devido retorno ao trabalhador. O sigilo será mantido junto ao banco e o sindicato terá prazo de dez dias úteis para apresentar a denúncia ao banco. Após receber a denúncia, o banco terá 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato.

As denúncias apresentadas ao sindicato de forma anônima continuarão sendo apuradas pelas entidades, mas fora das regras desse programa.

"Vamos começar 2011 consolidando a conquista do combate ao assédio moral, abrindo uma nova etapa no enfrentamento de um dos graves problemas dos bancários, pois ele acaba com a saúde e a dignidade do trabalhador", conclui Carlos Cordeiro.

Matéria sobre Assédio Moral e Suicídio escrita pelo Frei Leonardo Boff

Segue na íntegra a excelente matéria do Frei Leonardo Boff para o site http://www.adital.com.br/ sobre o caos sócio-econômico mundial, que o atual sistema de relações de trabalho , em nível planetário , vem causando à saúde mental e física dos Trabalhadores(as).

Crise neoliberal e sofrimento humano

Leonardo Boff *

Adital - ww.adital.com.br

O balanço que faço de 2010 vai ser diferente. Enfatizo um dado pouco referido nas análises: o imenso sofrimento humano, a desestruturação subjetiva especialmente dos assalariados, devido à reorganização econômico-financeira mundial.
Há muito que se operou a "grande transformação" (Polaniy), colocando a economia como o eixo articulador de toda a vida social, subordinando a política e anulando a ética. Quando a economia entra em crise, como sucede atualmente, tudo é sacrificado para salvá-la. Penaliza-se toda a sociedade como na Grécia, na Irlanda, em Portugal, na Espanha e mesmo dos USA em nome do saneamento da economia. O que deveria ser meio transforma-se num fim em si mesmo.
Colocado em situação de crise, o sistema neoliberal tende a radicalizar sua lógica e a explorar mais ainda a força de trabalho. Ao invés de mudar de rumo, faz mais do mesmo, colocando pesada cruz sobre as costas dos trabalhadores. Não se trata daquilo relativamente já estudado do "assédio moral", vale dizer, das humilhações persistentes e prolongadas de trabalhadores e trabalhadoras para subordiná-los, amedrontá-los e, por fim, levá-los a deixar o trabalho. O sofrimento agora é mais generalizado e difuso afetando, ora mais ora menos, o conjunto dos países centrais. Trata-se de uma espécie de "mal-estar da globalização" em processo de erosão humanística.
Ele se expressa por grave depressão coletiva, destruição do horizonte da esperança, perda da alegria de viver, vontade de sumir do mapa e até, em muitos, de tirar a própria vida. Por causa da crise, as empresas e seus gestores levam a competitividade até a um limite extremo, estipulam metas quase inalcançáveis, infundindo nos trabalhadores, angústias, medo e, não raro, síndrome de pânico. Cobra-se tudo deles: entrega incondicional e plena disponibilidade, dilacerando sua subjetividade e destruindo as relações familiares. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas sofram este tipo de depressão, ligada às sobrecargas do trabalho.
A pesquisadora Margarida Barreto, médica especialista em saúde do trabalho, observou que no ano passado, numa pesquisa ouvindo 400 pessoas, que cerca de um quarto delas teve ideias suicidas por causa da excessiva cobrança no trabalho. Continua ela: "é preciso ver a tentativa de tirar a própria vida como uma grande denúncia às condições de trabalho impostas pelo neoliberalismo nas últimas décadas". Especialmente são afetados os bancários do setor financeiro, altamente especulativo e orientado para a maximalização dos lucros. Uma pesquisa de 2009 feita pelo professor Marcelo Augusto Finazzi Santos, da Universidade de Brasília, apurou que entre 1996 a 2005, a cada 20 dias, um bancário se suicidava, por causa das pressões por metas, excesso de tarefas e pavor do desemprego. Os gestores atuais mostram-se insensíveis ao sofrimento de seus funcionários, acrescentando-lhes ainda mais sofrimento.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de três mil pessoas se suicidam diariamente, muitas delas por causa da abusiva pressão do trabalho. O Le Monde Diplomatique de novembro do corrente ano denunciou que entre os motivos das greves de outubro na França, se achava também o protesto contra o acelerado ritmo de trabalho imposto pelas fábricas causando nervosismo, irritabilidade e ansiedade. Relançou-se a frase de 1968 que rezava: "metrô, trabalho, cama", atualizando-a agora como "metrô, trabalho, túmulo". Quer dizer, doenças letais ou o suicídio como efeito da superexploração capitalista.
Nas análises que se fazem da atual crise, importa incorporar este dado perverso que é o oceano de sofrimento que está sendo imposto à população, sobretudo, aos pobres, no propósito de salvar o sistema econômico, controlado por poucas forças, extremamente fortes, mas desumanas e sem piedade. Uma razão a mais para superá-lo historicamente, além de condená-lo moralmente. Nessa direção caminha a consciência ética da humanidade, bem representada nas várias realizações do Fórum Social Mundial entre outras.
[Autor de Proteger a Terra-Cuidar da vida: como evitar o fim do mundo, Record 2010].

* Teólogo, filósofo e escritor
Link: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=53327