O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) assinou anteontem em Pequim quatro acordos de cooperação com a China, visando melhorar o acompanhamento das mudanças climáticas.
Três acordos foram assinados com diferentes institutos da prestigiada Academia Chinesa de Ciências: o Centro para Ciência Espacial e Pesquisa Aplicada, o Instituto de Aplicações do Sensoreamento Remoto e o
Centro para a Observação da Terra e Terra Digital.
O quarto memorando foi firmado com Administração Meteorológica da China.
"É a primeira vez que há uma cooperação científica nesse nível com a Academia Chinesa de Ciências", disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. Segundo ele, serão identificados projetos em ambos os lados com potencial de cooperação, que será feita principalmente por meio do intercâmbio de alunos e pesquisadores.
O primeiro encontro entre chineses e brasileiros dentro do novo marco será daqui a duas semanas, no Canadá, dentro do projeto para monitoramento do processo de desertificação nos três países e na Austrália.
Câmara afirma que os acordos com a China melhorarão o acompanhamento brasileiro das mudanças climáticas.
Queremos ampliar e conhecer o que acontece aqui na área de água, desertificação, regiões costeiras. Porque a gente terá esses problemas no Brasil, infelizmente, e estamos nos preparando cientificamente para ampliar conhecimentos na área trabalhando com a China", disse o diretor do Inpe, em entrevista por telefone.
Há 22 anos, o Inpe mantém um programa com a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, que já resultou no lançamento de três satélites --outros dois estão em construção.
Fonte: Folha de São Paulo
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Brasil e China firmam acordo para monitorar mudanças climáticas
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Marcadores: Meio Ambiente
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Trabalho infantil ainda atinge 1 milhão de crianças no Brasil
O trabalho infantil segue em queda no país, mas ainda há 908 mil crianças de 5 a 13 anos empregadas no país. A legislação brasileira permite a contratação apenas a partir dos 14 anos.
Em relação a 2008, houve queda de 8,5% no número de trabalhadores dessa faixa etária --eram 993 mil. A maior parte dessa população estava ocupada em pequenos empreendimentos familiares, especialmente em atividades agrícolas, onde estavam 57,5% do total observado.
Dos 908 mil trabalhadores infantis, 70,8% não tinham remuneração previamente acertada --trabalhavam para o próprio consumo, na construção para próprio uso ou não tem qualquer remuneração.
Ao todo, foram identificados 4,3 milhões de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade. Na comparação com 2008, houve retração de 4,5% no contingente de empregados menores de idade.
Se comparado a 2004, o recuo chega a 20%. Há cinco anos, havia 5,3 milhões de trabalhadores de 5 a 17 anos.
Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na faixa de 5 a 9 anos, havia 123 mil crianças trabalhando em 2009; 785 mil tinham de 10 a 13 anos. Há ainda outros 3,3 milhões trabalhadores entre 14 a 17 anos.
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Marcadores: Saúde, Trabalho Decente
Emprego com carteira assinada bate recorde e atinge 60%, estima IBGE
Apesar da variação recorde no volume de desempregados em 2009, o emprego com carteira assinada segue em alta no país, segundo informações da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No ano passado, 483 mil trabalhadores foram formalizados, o que significou alta de 1,5% em relação a 2008. Ao todo, 32,4 milhões de empregados tinham carteira assinada em 2009, 59,6% do total, excluídos os trabalhadores domésticos. O número é recorde.
Outros 28,2% não tinham carteira assinada, e 12,2% eram militares e funcionários públicos.
Se comparado a 2004, o contingente de pessoas empregadas com carteira cresceu 26,6%. No mesmo período, o total de trabalhadores aumentou 16,7%.
A Pnad mostra ainda que 53,5% dos trabalhadores contribuíam para a previdência em 2009. Cinco anos antes, essa proporção era de 46,4%.
O IBGE identificou 7,2 milhões de trabalhadores domésticos no ano passado, acréscimo de 9% frente a 2008. Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores da categoria, com carteira assinada, apresentou expansão de 12,4%, ou 221 mil empregados a mais.
De 2004 a 2009, houve aumento de 11,9% no contingente de trabalhadores domésticos. Em igual período, avançou 20% o total de empregados domésticos com carteira.
Fonte: Folha de São Paulo
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Marcadores: Direitos Trabalhistas
Custo da cesta básica cai em 16 de 17 capitais pesquisadas, revela Dieese
O custo da cesta básica ficou menor em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em agosto. Somente em Porto Alegre foi registrado aumento dos preços (1,36%).
As maiores quedas foram verificadas nas capitais Natal (-6,4%), Recife (-6,3%), Salvador (-5%) e João Pessoa (-4,1%).
Considerando o período de oito meses, a cesta básica ficou mais barata em quatro capitais (Rio, Belo Horizonte, Vitória e Brasília). E somente em cinco o ajuste ficou maior que 5%: João Pessoa, Salvador, Recife, Natal e Goiânia.
A capital gaúcha detém a cesta mais cara do país (R$ 240,91), enquanto Aracaju, a mais barata (R$ 174,96).
O Dieese também atualizou o seu cálculo sobre qual o salário-mínimo ideal, levando em conta o custo da cesta e das necessidades básicas de higiene e moradia para uma família. Segundo a instituição, o valor deveria ser de R$ 2.023,89, ou quase quatro vezes o salário mínimo atual.
Fonte: Folha de São Paulo
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Marcadores: Direitos Trabalhistas
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
PIB brasileiro cresce 1,2% no segundo trimestre e 8,9% no semestre, aponta IBGE
Depois de forte expansão no primeiro trimestre, a economia brasileira tirou o pé do acelerador e cresceu 1,2% no segundo trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, de acordo com dados relativos ao PIB (Produto Interno Bruto), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No semestre, a alta foi de 8,9% ante o mesmo período do ano passado.
No primeiro trimestre, o PIB havia apresentado incremento de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009. Em relação a igual período em 2009, a economia avançou 8,8%.
No acumulado dos últimos 12 meses, a economia teve expansão de 5,1%, em relação a igual período imediatamente anterior.
Ao todo, a economia movimentou R$ 900,7 bilhões no segundo trimestre.
A alta no semestre, de 8,9%, foi maior para um semestre desde o início da série, em 1996.
O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um certo período --é formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.
O investimento, medido pela chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), subiu 26,2% de janeiro a junho frente os seis primeiros meses de 2009. No segundo trimestre, se comparado aos três meses imediatamente anteriores, houve crescimento de 2,4%; Em relação a igual trimestre em 2009, o IBGE aponta alta de 26,5%, a maior alta desde o início da série histórica em 1996.
A taxa de investimento representou 17,9% da formação do PIB no segundo trimestre.
O setor industrial teve avanço de 14,2% no primeiro semestre. No segundo trimestre, apresentou aumento de 1,9% frente ao primeiro trimestre; na comparação com igual período em 2009, houve avanço de 13,8%.
Já o setor de serviços registrou incremento de 5,7% sobre o primeiro semestre de 2009. Em relação ao primeiro trimestre, o PIB dos serviços aumentou 1,2%; em relação ao segundo trimestre de 2009, observou-se incremento de 5,6%.
O setor agropecuário teve desempenho 8,6% superior nos primeiros seis meses deste ano, em relação a período correspondente no ano passado. No segundo trimestre, a elevação perante ao trimestre anterior foi de 2,1%; em relação ao período de abril a junho de 2009, a agropecuária teve alta de 11,4%.
O consumo das famílias registrou incremento de 8% no primeiro semestre. No segundo trimestre, quando confrontado com os três meses imediatamente anteriores, nota-se alta de 0,8%; na comparação com o mesmo intervalo no ano passado, foi verificada alta de 6,7%.
O consumo do governo cresceu 3,6% no primeiro semestre, segundo o IBGE. No segundo trimestre, foi notado avanço de 2,1% frente aos três meses imediatamente anteriores; na comparação com o mesmo intervalo no ano passado, houve alta de 5,1%.
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Marcadores: Direitos Humanos
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Emissão de gases de efeito estufa no país aumentou 62% em 15 anos
Dados do relatório de Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a emissão de gases de efeito estufa no Brasil subiu de 1,35 bilhão para 2,20 bilhões de toneladas de CO2 equivalente entre 1990 e 2005, uma evolução de 62%.
O relatório destaca que a emissão de gases de efeito estufa aumentou 7,3% entre 2000 e 2005 (de 2,05 para 2,20 bilhões de toneladas). Já no período anterior (1990 a 1994), com um intervalo um pouco menor, o incremento foi de 8,8%, o que o IBGE aponta como uma tendência de desaceleração.
As atividades relacionadas a mudanças no uso das terras e florestas – que incluem os desmatamentos na Amazônia e as queimadas no Cerrado - contribuíram com 57,9% do total das emissões líquidas de gases-estufa. A agricultura apareceu em segundo lugar, com 480 milhões de toneladas de CO2 equivalente (21%).
O CO2 não é o gás de efeito estufa com maior capacidade de reter calor na atmosfera, mas preocupa pela emissão excessiva. No caso do Brasil, a principal fonte de emissão de CO2 é a destruição da vegetação natural, englobada na atividade “mudança no uso da terra e florestas”. Essa atividade responde por mais de 75% das emissões brasileiras de CO2, sendo a responsável por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa para a atmosfera.
Em 2005, o país registrou uma emissão de 1.5 toneladas de CO2, contra 931.746 toneladas em 1990.
Fonte: site UOL
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Marina Lapietra
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Marcadores: Meio Ambiente
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Mais da metade das famílias tem dívidas, mostra Ipea
Famílias de baixa renda têm menor grau de endividamento. Pesquisa diz que brasileiros estão otimistas com situação socioeconômica.
Mais da metade das famílias brasileiras possui algum tipo de dívida, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre os 3,8 mil domicílios pesquisados em 214 municípios, cerca de 54% declararam ter dívidas.
Do conjunto das famílias, pouco mais de 11% responderam estar muito endividadas. Outras 16,82% declararam estar mais ou menos endividadas, e 26,25%, pouco endividadas. Entre as famílias endividadas, a dívida média é de R$ 5.426,59.
“Aproximadamente 15% das famílias endividadas têm uma dívida de cerca de até metade do rendimento familiar mensal; 21% têm dívida entre 0,50 e 1 vez a renda mensal; 23,5% têm entre 1 e 2 vezes a renda mensal; 16% têm entre 2 e 5 vezes; e 23% têm dívidas de mais de 5 vezes o valor da renda familiar mensal”, diz o Ipea em nota.
Em todo o país, cerca de 20% das famílias possuem alguma conta atrasada – destas, 60% acreditam que conseguirão quitar essas contas total ou parcialmente no mês seguinte.
O menor grau de endividamento foi verificado entre as famílias com renda de até um salário mínimo: nessa faixa de renda, 58,54% declararam não ter dívidas. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, essa taxa cai para 36,92%.
Na divisão por faixa etária, são os adultos entre 30 e 50 anos aqueles que mais se percebem muito endividados, enquanto as pessoas com mais de 60 são as que têm menos dívidas.
Por regiões, há maior proporção de famílias sem dívidas no Nordeste e Centro-Oeste (53% e 55%, respectivamente), enquanto na região Norte apenas 16% das famílias declararam não possuir dívidas.
Otimismo
A pesquisa do Ipea apontou que os brasileiros estão otimistas com a situação socioeconômica do país. A pontuação da expectativa das famílias para os próximos 12 meses ficou em 62,75 pontos em agosto, em uma escala de zero (grande pessimismo) a cem (grande otimismo).
O Centro-Oeste teve a maior pontuação entre as regiões, de 68,14, enquanto a região Sudeste registra a menor (59,09), indicando grau de moderação para a situação socioeconômica nacional.
Para os próximos 12 meses, 58,03% das famílias acreditam que o Brasil passará por melhores momentos.
Para os próximos cinco anos, 55,4% das famílias crêem a mesma coisa. A proporção de famílias que acreditam que o país atravessará piores momentos é de 19,24% e 15,09%, para o curto e médio prazos, respectivamente.
O grau de confiança é maior entre as famílias com maior rendimento, bem como para os mais jovens.
Também demonstram maior otimismo com a economia do país os homens, os de ensino superior incompleto, os autodeclarados negros e aqueles que recebem algum benefício do governo.
Situação financeira
Em agosto, 73% das famílias pesquisadas disseram estar melhor financeiramente hoje do que estavam há um ano. Na outra ponta, 20% se vêem em pior situação.
Cerca de 77% das famílias creem que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto somente 8% projetam expectativa de estarem pior. A expectativa das famílias sobre o futuro próximo é mais otimista na região Norte, onde mais de 87% delas acreditam que estarão melhor.No Sudeste, a proporção de famílias que acreditam que estarão melhor é de 71%.
Consumo
De acordo com o Ipea, o otimismo das famílias é menor quando se consideram as expectativas sobre o consumo. Entre as famílias pesquisadas, 53% acreditam que o momento é ideal para comprar bens duráveis, enquanto 37% não acreditam que o momento seja apropriado.
O otimismo é maior na região Nordeste, onde 64% das famílias acreditam que o momento seja adequado para a compra. Nas regiões Norte e Sul há mais famílias receosas em consumir do que otimistas (51% contra 47%; e 49% contra 42%, respectivamente).
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Marina Lapietra
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Marcadores: Direitos Humanos
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
SANCIONADO PL 30 HORAS PARA ASSISTENTES SOCIAIS
trabalho de assistentes sociais em 30 horas semanais sem redução de salário. A assinatura do projeto pelo Presidente aconteceu no Palácio Itamaraty, exatamente 15 dias úteis após a entrada do PLC 152/2008 na Casa Civil (06/08). A presidente do CFESS, Ivanete Boschetti, recebeu
a notícia no final desta manhã, em primeira mão, pela Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Márcia Lopes, que se empenhou diretamente pela aprovação do PL 30 horas. Em seguida, recebeu também, por telefone, a informação do chefe de gabinete adjunto de Gestão e Atendimento da Presidência da República, Swendenberger Barbosa, que a sanção será publicada no Diário Oficial da União de sexta, 27/08. "É de se emocionar. O Conjunto CFESS-CRESS e a categoria têm muito que comemorar. O PL 30 horas contribuirá para a melhoria das condições de trabalho de assistentes sociais e sua aprovação deve ser vista na
perspectiva da luta pelo direito ao trabalho com qualidade para toda a classe trabalhadora, conforme estabelece nosso Código de Ética Profissional do/a Assistente Social", afirmaram os/as conselheiros/as da Gestão Atitude Crítica Para Avançar na Luta, do CFESS. "Nossa luta se pauta pela defesa de concurso público, por salários compatíveis com a jornada de trabalho, funções e qualificação profissional, estabelecimento de planos de cargos, carreiras e remuneração em todos os espaços socioocupacionais, estabilidade no emprego e todos os requisitos inerentes ao trabalho, entendido como direito da classe trabalhadora", completou a diretoria do CFESS.
Com a sanção do PLC 152/2008, o Serviço Social passa a ser mais uma categoria que conquistou legalmente a redução da jornada de trabalho. Seis profissões da área da saúde já possuem carga horária semanal igual ou inferior a 30 horas semanais e outras sete possuem Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional para redução da jornada de trabalho. Por isso, a aprovação da redução de jornada de trabalho reforça uma luta que é de toda a classe trabalhadora, por melhores condições de trabalho.
O Conjunto CFESS-CRESS já pensa em estratégias para a implementação da lei. "A aprovação da lei é uma vitória e abre caminho para uma nova luta, que é a de fazer valer as 30 horas para assistentes sociais sem redução de salário nas instituições empregadoras", destacou a presidente do CFESS, Ivanete Boschetti.
Uma causa justa
O trabalho do/a assistente social é complexo e abrange diversas áreas: Saúde, Assistência Social, Sociojurídico, Previdência, ONGs, setor privado e muitas outras. Os/as profissionais estão expostos/as a situações cotidianas de jornadas extenuantes e alto grau de estresse, decorrentes das pressões sofridas no exercício de seu trabalho junto à população submetida a situações de pobreza e violação de direitos. Por esse motivo, a redução da carga horária semanal do/a assistente social sem perda salarial é uma causa justa e impactará principalmente na qualidade dos serviços prestados aos usuários do Serviço Social.
No documento "Porque o Conjunto CFESS-CRESS defende 30 horas de jornada semanal para assistentes sociais", é possível ver outros argumentos favoráveis à redução da jornada de trabalho da categoria.
Dois anos de luta e de expectativa
Da aprovação por unanimidade no Plenário do Senado, em 3 de agosto de 2010, à Sanção Presidencial, a categoria viveu dias de expectativa e também de mobilização.
Após o histórico Ato Público, organizado pelas entidades representativas da categoria (Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS, ENESSO), e que reuniu mais de 3 mil pessoas em frente ao Congresso Nacional, iniciou-se uma série de ações para sensibilizar a Casa Civil sobre o PL 30 horas para assistentes sociais.
O abaixo-assinado virtual em defesa da Sanção Presidencial ao projeto teve mais de 22 mil signatários, um recorde no site abaixoassinado.org. Além disso, milhares de emails foram enviados ao Presidente pedindo a aprovação do mesmo. E o Conjunto CFESS-CRESS participou de diversas audiências e reuniões com Ministérios e com a Casa Civil para mostrar ao Governo a importância do PLC 152/2008.
Entretanto, esta luta do Conselho Federal e dos Regionais por melhores condições de trabalho para os/as assistentes sociais começou há cerca de três anos, logo que o Projeto de Lei, ainda com o nome PL 1.890/2007, foi apresentado no Plenário da Câmara pelo deputado Mauro Nazif (PSB/RO) no dia 28 de agosto daquele ano.
À época, o Conselho Federal participou de quatro audiências com os parlamentares (autor e relator do PL), realizando amplo debate do CFESS, CRESS e Seccionais com o autor do PL em abril de 2008, em Brasília.
A atuação do Conjunto culminou com a aprovação do PL 1.890 na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados em setembro de 2008. Para acompanhar a votação, o Conjunto CFESS-CRESS mobilizou conselheiras/os do Conselho Federal e do CRESS-DF, assistentes sociais do Distrito Federal e de outros Estados, dando força à luta pela aprovação do PL 30 horas.
Vejam o que diz o : "sociólogo francês Robert Castel, que estava em Brasília para um Seminário Internacional na UnB e acompanhou a presidente do CFESS, expressando à época: "não imaginei que os assistentes sociais no Brasil tivessem tanta força política".
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Daniele Correia
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Desalento e angústia já afetam mineiros soterrados em mina no Chile
Após a euforia por terem sido localizados no domingo, passados 18 dias do acidente, os 33 mineiros soterrados a 688 metros de profundidade, deram-se conta do que vem pela frente --pelo menos três meses até que consigam pôr de novo a cabeça para fora da terra. Eles estão em uma galeria da mina San José, no norte do Chile.
"Depressão, desalento, angústia." Assim o ministro da Saúde do Chile, Jaime Manalich, definiu ontem o estado de espírito de parte dos mineiros, relata Laura Capriglione, enviada especial da Folha de S.Paulo à Copiapó, no Chile.
Segundo Manalich, as condições físicas dos homens enterrados "são excepcionalmente boas", em vista dos dias em que, perdidos e isolados no meio da montanha, alimentaram-se apenas de restos de pêssego e atum.
A água provinha dos veículos de transporte de minérios, que também ficaram presos. O ar que entrava, pouco, era o que atravessava rachaduras na montanha.
Fonte: Folha de São Paulo
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Marina Lapietra
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Ministério da Saúde inclui nove procedimentos contra o câncer no SUS
Foram incluídos no SUS (Sistema Único de Saúde) nove novos tratamentos para câncer de fígado e de mama, leucemia aguda e linfoma.
O anúncio faz parte de um pacote de medidas para oncologia anunciado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde. No total, serão R$ 412 milhões a mais para a área, um aumento de 25% no orçamento atual.
Entre medicamentos que serão incluídos está o Rituximabe (nome comercial Mabthera), usado no tratamento do linfoma, tipo de câncer que acometeu a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) no ano passado e do qual, segundo exames recentes, ela está livre.
Além dos novos tratamentos, os recursos adicionais serão usados também no reajuste do valor pago pelo SUS aos hospitais que realizam serviços de radioterapia.
Outra medida é a ampliação do atendimento em hospitais-dia, regime diário de internação que poderá agilizar o atendimento a pacientes com leucemia.
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) negou que o conjunto de medidas tenha caráter eleitoreiro e afirmou que elas vinham sendo estudadas há oito meses.
Fonte: Folha de São Paulo
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Marina Lapietra
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