terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sudeste concentra quase metade de todos os atendimentos do SUS no país

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça-feira (15) mostra que a região Sudeste é que a concentra o maior número de atendimentos ambulatoriais realizados pelo do SUS (Sistema Único de Saúde) no país. São 1,3 bilhão de atendimentos na região ou quase a metade dos 2,7 bilhões de procedimentos realizados em todo o Brasil - o que representa 49,14% dos atendimentos do SUS no país.

Atendimento do SUS
Sudeste1.371.337.168
Nordeste690.720.964
Sul372.355.491
Norte185.388.640
Centro-Oeste171.149.442
TOTAL2.790.951.705
A pesquisa "Presença do Estado no Brasil: Federação, Suas Unidades e Municipalidades", que traça um panorama da atuação das três esferas de governo pelo Brasil, revelou ainda que o Estado de São Paulo, sozinho, concentra quase o mesmo número de funcionários do SUS de toda a região Nordeste. O Estado tem cerca de 465 mil funcionários contra pouco mais de 491 mil trabalhadores para os nove Estados do Nordeste.

Somando apenas os médicos, São Paulo tem mais de 54 mil no SUS enquanto todos os Estados nordestinos têm 36.284. O número é quase o mesmo da região Sul: 32.046 médicos. O Centro-Oeste (12.685) e Norte (7.535) são as regiões com menos médicos do SUS no país.

O documento revela, entretanto, que praticamente todos os municípios do país possuem pelo menos uma unidade ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS). A exceção ficou por conta das localidades de Paraíso (SP) e Mimoso de Goiás (GO), únicas cidades no país onde não há qualquer unidade do SUS para atender a população.

Saiba se você está trabalhando demais e o que fazer para reverter o quadro

Reorganizar a rotina e ter uma conversa com a chefia podem ajudar.Qualidade de vida envolve equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Você costuma ficar horas além da jornada na empresa, fala sobre o seu trabalho o tempo todo, mesmo nos dias de folga e em momentos de lazer, tem sintomas como dor de cabeça, insônia, perda de memória, ansiedade, depressão, irritabilidade e sensação de falta de energia? Esses podem ser indícios de que você está trabalhando demais.

E especialistas alertam: somente se dedicar ao trabalho e não cuidar dos relacionamentos com a família e amigos e com o desenvolvimento pessoal pode levar à baixa produtividade no trabalho, exaustão e ao adoecimento. E a solução, segundo eles, não é necessariamente mudar de emprego, mas reavaliar prioridades e estabelecer metas diárias que possam ser cumpridas dentro do horário de expediente. Além disso, ter uma conversa franca com a chefia também pode ajudar a reverter o quadro.

De acordo com o médico Alberto Ogata, presidente Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), muitas vezes o funcionário percebe que tem que trabalhar muitas horas, com prazos curtos e tem a percepção de que está sempre com tensão e sob pressão. “Não tem tempo para se encontrar com os amigos, praticar atividade física, ter refeições nos horários corretos ou mesmo ir ao médico para uma avaliação anual”, diz.

O médico diz que os sintomas mais comuns do excesso de trabalho são dores de cabeça, cansaço, dor nas costas e na nuca, insônia, perda de memória, hipertensão, ansiedade, depressão, irritabilidade e sensação de falta de energia.

Para Cleo Wolff, consultora da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o primeiro sintoma do excesso de trabalho é o cansaço do ponto de vista físico e a desmotivação do ponto de vista psicológico. “O foco que antes tínhamos em relação às nossas metas se torna mais difuso, e as decisões passam a ser mais difíceis”, explica.

Cleo diz que o funcionário deve ter consciência de que não suportar a carga horária não é sinônimo de incompetência profissional. Por isso, não deve pensar que precisa mudar de emprego, e sim refazer seu cronograma de trabalho.

“Naturalmente, há momentos em que se exige maior dedicação, inclusive de tempo, por exemplo, para a conclusão de projetos especiais, mas isso não deve se transformar em uma rotina. Muitas vezes, a solução está no planejamento e organização do trabalho e o estabelecimento de prioridades”, diz Ogata.

O médico, autor do livro “Guia Prático de Qualidade de Vida”, diz que a busca da qualidade de vida envolve o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. “As pessoas devem ter tempo para si mesmas e isso deve ocupar um espaço na agenda e não ser relegado a um horário livre”, afirma.

Se na década de 90 houve um aumento na ocorrência das chamadas lesões por esforços repetitivos, segundo Ogata, o fortalecimento da área de serviços, a disseminação do “teletrabalho” (trabalho à distância) e do horário flexível e o uso intensivo da tecnologia da informação criaram uma nova realidade no mundo do trabalho.

“O excesso de demanda, a falta de autonomia e de controle, as novas exigências e sensação de insegurança no emprego fizeram com que os aspectos emocionais, como estresse, depressão e ansiedade se tornassem os principais fatores relacionados ao adoecimento dos trabalhadores”, diz o médico.

Questionado se o excesso de trabalho pode matar, ele afirma que, a longo prazo, o estresse crônico pode ser um dos fatores que levam a doenças cardiovasculares (infarto e derrame cerebral), diabete, problemas gastrointestinais e alguns tipos de câncer. “Frequentemente, as pessoas com nível elevado de estresse estão mais sujeitas a acidentes, casos de violência, depressão grave, síndrome do pânico e até suicídio”, afirma.

Segundo ele, houve casos de suicídio entre trabalhadores associados ao estresse de produzir mais, com mais qualidade e custos mais baixos.

'Síndrome de Burnout'

Há ainda a chamada “Síndrome de Burnout”, estágio avançado de estresse e estafa por conta do excesso de trabalho. Segundo Ogata, o termo "burnout" pode ser traduzido como "queimar até o fim".

“Trata-se de uma reação prolongada aos fatores de estresse que geram uma sensação muito forte de exaustão, ineficácia e falta de realização que culmina em desligamento do trabalho. A pessoa sente estar além dos limites e sem mais recursos físicos ou emocionais. Geralmente está associado a problemas de relacionamento e conflitos no trabalho e sobrecarga de atividades e exigências”, explica Ogata.

Segundo ele, a solução nesse caso é encarar a questão não como algo individual, mas que envolve busca de mudanças no ambiente, na estrutura e no funcionamento do local de trabalho. “Deve ser uma preocupação dos gestores e administradores, pois muitos estudos demonstraram o forte impacto do estresse e, particularmente, do 'burnout' na produtividade dos trabalhadores, no aumento dos custos de assistência médica e no nível de adoecimento e de acidentes no trabalho”, diz.

Mas, de acordo com Ogata, há empresas que buscam mudanças para valorizar a saúde, a qualidade de vida e a satisfação dos colaboradores, além de melhoria das instalações físicas, sistemas de apoio social e planos de carreira.

Fonte: G1

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Operário morre após ser atingido por trilho de aço de 700 kg em obra do Metrô de SP


Do UOL Notícias

Em São Paulo

Um operário que trabalhava na Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo morreu na tarde desta segunda-feira (14), após ser atingido por um trilho de aço de 700 kg que se desprendeu de um guindaste da obra.

Raimundo Maria de Almeida, de 49 anos, morreu instantanemanete, segundo nota da Galvão Engenharia, empresa que realiza as obras e da qual ele era funcionário.

A ocorrência se deu no trecho entre as futuras estações Tamanduateí e Vila Prudente, de acordo com a assessoria de imprensa do Metrô.

Em comunicado a imprensa, a Galvão Engenharia informou que está apurando as prováveis causas do acidente e afirmou que o içamento de materiais e equipamentos faz parte da rotina diária dos serviços na obra.

Em nota, o Metrô de São Paulo lamentou a ocorrência e exigiu as providências da construtora Galvão Engenharia para o atendimento imediato aos familiares da vítima.

Em janeiro de 2007, sete pessoas morreram após o desabamento de um canteiro de obras da futura estação Pinheiros do Metrô, na zona oeste de São Paulo, de responsabilidade do Consórcio Via Amarela.

Educação entra na agenda dos candidatos

Fonte:Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz.

A pesquisa CNI/Ibope mostra que a educação entrou no topo da agenda do brasileiro --o que é uma notícia extraordinária sobre a mudança de mentalidade.

De acordo com os entrevistados, a principal preocupação nacional é a segurança. E, em segundo lugar, aparece educação. Até pouco tempo atrás, segundo o Ibope, educação chegava a, no máximo, sétimo lugar.

Isso se deve à percepção popular de que a abertura do mercado de trabalho está condicionada à escolaridade.

A tradução é a seguinte: os candidatos terão de falar mais em como formar as pessoas do que gerar empregos. Até porque, como se sabe, quanto mais e melhor escola, menos violência.

Brasil vai crescer de forma sustentável em 2010, diz Lula

Fonte: da Agência Brasil
da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que em 2010 a economia brasileira vai crescer de forma sustentável. Ele afirmou que setores como agricultura, indústria e comércio terão crescimento devido a facilidades de financiamento e ao aumento do crédito.

"A gente vai continuar crescendo porque o Brasil vai se transformar em uma grande economia", disse o presidente, no programa semanal de rádio "Café com o Presidente" transmitido nesta segunda-feira. "Ao invés de deixar para anunciar em 2010, anunciamos em 2009, aproveitando o final de ano e que as coisas estão bem para mostrar que o Brasil não tem retorno.

Lula lembrou que o governo vai expandir a linha de crédito para máquinas e equipamentos e também para caminhões e ônibus. Outros destaques, segundo ele, são a decisão de destinar R$ 15 bilhões a mais, para financiar a indústria naval, e a desoneração do setor petroquímico para facilitar a construção de refinarias.

Na pesquisa Focus feita na semana passada e divulgada hoje pelo Banco Central, a previsão do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deste ano passou a ser de queda de 0,26% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano. Na semana anterior, a previsão era de crescimento de 0,21%.

O dado reflete o desempenho da economia brasileira apresentado pelo IBGE na semana passada, que mostrou um crescimento de 1,3% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo, e queda de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O governo atribuiu o valor abaixo do esperado --o ministro Guido Mantega (Fazenda) projetava crescimento de 2% em relação ao segundo trimestre-- às mudanças metodológicas feitas pelo IBGE.

Já a previsão para o próximo ano subiu levemente, de 5% para 5,3%.

O mercado vinha prevendo PIB negativo durante todo este ano até o início de outubro, quando pela primeira vez projetou crescimento positivo da economia em 2009 --na ocasião, de 0,01%. Os economistas chegaram a prever crescimento de 0,21%, mas voltaram a apostar no encolhimento da economia após os números da semana passada.

Com o resultado, para que o PIB fique estável neste ano o crescimento no quarto trimestre terá que ser de pelo menos 5%.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Morre no Rio o ex-ministro Jamil Haddad

Morre no Rio o ex-ministro Jamil Haddad

Fonte: Do G1, no Rio

Ele era presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Enterro será no final da tarde, no Cemitério São João Batista.

O presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ex-ministro da Saúde Jamil Haddad morreu na madrugada desta sexta-feira (11), em casa, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Haddad estava com 83 anos e faleceu de infarto.

O corpo do ex-ministro vai ser velado na capela 2 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul. O enterro está marcado para 17h desta sexta-feira (11).

A assessoria do governo do estado do Rio informou que vai ser decretado luto de três dias.

Haddad nasceu no Rio em 2 de abril de 1926. Ele se formou em ortopedia em 1949, na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Haddad ingressou na política em 1962, quando foi eleito deputado estadual então estado da Guanabara.

Em 1983, foi prefeito do Rio entre março e dezembro. Em 1982, como senador, participou da Assembléia Constituinte. Foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1988, do qual recebeu o título de presidente de honra.

No governo de Itamar Franco, ele foi nomeado para o Ministério da Saúde, onde permaneceu até 1993. Durante sua passagem pelo governo federal, foi o autor do decreto dos medicamentos genéricos. Em entrevistas, ressaltava que a regulamentação dos genéricos em 1999 foi apenas a consequência da iniciativa tomada seis anos antes.

Em 2003, foi convidado a assumir a direção geral do INCA, cargo que ocupou durante cinco meses.

Em nota, o PSB ressaltou que "Jamil Haddad dedicou toda sua vida pública às lutas democráticas em favor dos trabalhadores, contra a ditadura militar e combatendo as desigualdades sociais. Como militante, trabalhou pela reconstrução e afirmação do socialismo no Brasil".

Consumo das famílias mantém crescimento e tem 24ª alta consecutiva

Fonte:CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O consumo das famílias segue em crescimento, ainda que em ritmo menor do que o observado no ano passado, antes do agravamento da crise econômica, em meados de setembro. No terceiro trimestre, houve alta de 2% frente aos três meses imediatamente anteriores.

Já em relação ao período de julho a setembro do ano passado, a elevação chegou a 3,9%, o 24º crescimento consecutivo. O consumo das famílias é relevante na composição do PIB pela ótica da demanda.
Neste ano, na comparação com período correspondente em 2008, verificou-se aumento de 1,5% no consumo das famílias no primeiro trimestre, e de 3% no trimestre seguinte. Os dados fazem parte do PIB (Produto Interno Bruto) divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A economia brasileira cresceu novamente no terceiro trimestre deste ano, com alta de 1,3% frente aos três meses imediatamente anteriores. Em relação a igual período em 2008, no entanto, o PIB teve recuo de 1,2%.

No acumulado do ano, o consumo das famílias registra aumento de 2,8% em relação ao período de janeiro a setembro de 2008. No ano passado, esse mesmo dado apontava alta de 8,2%.

A gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explicou que o aumento da massa salarial e a recuperação do crédito vem mantendo em alta o desempenho do consumo das famílias.

"O consumo das famílias também teve desaceleração após a crise, mas nunca ficou negativo, sendo sustentado pelo aumento da renda, pela nível de emprego e pela recuperação do crédito", afirmou.

Ao mesmo tempo, o consumo da administração pública aumentou em 2008. De janeiro a setembro, acumula alta de 3,3%, na comparação com os nove primeiros meses do ano passado. Já no acumulado de janeiro a setembro de 2008, esse consumo havia crescido 2,1% sobre igual período em 2007.

A economia brasileira cresceu novamente no terceiro trimestre deste ano, com alta de 1,3% frente aos três meses imediatamente anteriores. Em relação a igual período em 2008, no entanto, o PIB teve recuo de 1,2%.
O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma das riquezas produzidas por um país --é formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Setores

O investimento, medido pela chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), subiu 6,5% no terceiro trimestre, se comparado ao segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2008, houve retração de 12,5%. No acumulado dos nove primeiros meses, a queda foi de 14,2%, e nos últimos 12 meses, a redução chega a 10,2%.

A taxa de investimento no trimestre passado representou 17,7% da formação do PIB. No mesmo período de 2008, a taxa representava 20,1%.

Indústria

O setor industrial teve alta de 2,9% frente ao segundo trimestre. Em relação ao período de julho a setembro do ano passado, a indústria despencou 6,9%. De janeiro a setembro, a queda foi de 8,6%, e no acumulado em 12 meses, houve retrocesso de 7,1%.

Já o setor de serviços registrou incremento de 1,6% na comparação com o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB dos serviços subiu 2,1%, assim como no acumulado de janeiro a setembro, cujo avanço chegou a 1,9%. Nos últimos 12 meses encerrados em setembro, verifica-se também alta de 1,9%.

O setor agropecuário, por sua vez, caiu 2,5% na comparação com o período de abril a junho deste ano. Em relação ao terceiro trimestre de 2008, a agropecuária teve queda de 9%. A retração do setor chegou a 5,3% quando o desempenho de janeiro a setembro é comparado a igual período no ano passado. Nos últimos 12 meses, foi constatado retrocesso de 4%.

Produção da indústria paulista cresce 3,2% em novembro, aponta FGV

Fonte:da Folha Online

A produção da indústria de São Paulo cresceu 3,2% em novembro na comparação com o mês anterior, na análise com ajuste sazonal. Os dados fazem parte do SPI (Sinalizador da Produção Industrial), indicador divulgado nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pela AES Eletropaulo que antecipa as tendências da atividade industrial no Estado.

Com esse resultado, a variação percentual em relação ao mesmo mês do ano anterior passaria de queda de 5,1% em outubro para alta de 4,4% em novembro. Na comparação dos últimos 12 meses com os 12 meses anteriores, a taxa passaria de -11,1%, para -10,6% entre outubro e novembro.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados no último dia 4, a produção industrial no Estado de São Paulo cresceu 2,1% em outubro, na comparação com o mês anterior.

O setor industrial no país como um todo teve alta de 2,9% frente ao segundo trimestre, de acordo com o IBGE, em dados divulgados ontem. Em relação ao período de julho a setembro do ano passado, a indústria despencou 6,9%. De janeiro a setembro, a queda foi de 8,6%, e no acumulado em 12 meses, houve retrocesso de 7,1%.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mudança climática causará até 1 bilhão de migrações, diz relatório

Fonte:LAURA MACINNIS
da Reuters, em Genebra

A mudança climática deve levar até 1 bilhão de pessoas a deixarem suas casas nas próximas quatro décadas, disse um estudo divulgado nesta terça-feira (8) pela Organização Internacional para a Migração (OIM).

O relatório, lançado no segundo dia da conferência climática da ONU em Copenhague, estima que 20 milhões de pessoas já ficaram desabrigadas no ano passado por causa de desastres naturais, que devem se agravar devido à mudança climática.

O texto alerta que poucos "refugiados climáticos" têm condições de deixar seus países para tentar a vida em lugares mais ricos. O que ocorre, na verdade, é que eles se deslocam para cidades já superpopuladas, aumentando a pressão sobre países pobres.

"Além da luta imediata diante do desastre, a migração pode não ser uma opção para os grupos mais pobres e vulneráveis", disse o texto.

Ilhas

"Em geral, os países esperam gerir internamente a migração ambiental, à exceção de pequenos Estados insulares, nos quais em alguns casos [o aquecimento] já levou ao desaparecimento de algumas ilhas sob a água, forçando a migração internacional."

As estimativas sobre a migração decorrente de fenômenos climáticos variam de "25 milhões a 1 bilhão de pessoas [...] nos próximos 40 anos". O texto, no entanto, informa que a cifra mais baixa parece já estar ultrapassada.

O número de desastres naturais mais do que dobrou nos últimos 20 anos, e a OIM disse que a desertificação, a poluição da água e outros problemas tendem a tornar áreas cada vez maiores do planeta inabitáveis conforme o efeito estufa se alastrar.

"Uma maior mudança climática, com temperaturas globais previsivelmente subindo entre 2ºC e 5ºC até o final deste século, pode ter um grande impacto sobre o movimento das pessoas", disse o relatório, patrocinado pela Fundação Rockefeller.

O estudo aponta Afeganistão, Bangladesh, a maior parte da América Central e partes da África Ocidental e do Sudeste Asiático como as áreas mais propensas às grandes migrações por fatores climáticos.

Nesta semana, o alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, alertou que metade dos refugiados do mundo já vive em cidades onde há aumento de tensões xenófobas, como Cabul, Bogotá, Abidjan e Damasco.

Planalto adia Programa Nacional de Direitos Humanos

SÃO PAULO - O Palácio do Planalto adiou para o dia 15 o lançamento da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, que estava agendado para ocorrer hoje - véspera do 61.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A alegação oficial para a mudança foi a dificuldade para se coordenar a agenda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a dos 29 ministros que devem participar do evento.

Porém, nos bastidores políticos a razão foi outra: a queda de braço entre os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Nelson Jobim (Defesa) em torno de alguns pontos do programa. Dias atrás circulou a informação de que, em decorrência das divergências, Jobim não participaria da cerimônia de lançamento.

O ponto principal da discórdia é o capítulo denominado Direito à Memória e à Verdade. Trata da recuperação dos arquivos dos tempos da ditadura - especialmente aqueles que, segundo Vannuchi, ainda estão em poder dos militares - e da responsabilização criminal de agentes do Estado que se envolveram com torturas e mortes de opositores do regime.

Fonte: Estadão