Um grupo de 23 pessoas trabalhava em condições degradantes, consideradas análogas às da escravidão, na colheita de batatas de uma fazenda em Bom Jesus, no nordeste do Rio Grande do Sul. A exploração da mão de obra foi descoberta por fiscais do Ministério do Trabalho no último dia 6 e confirmada ontem.
Na investigação, os fiscais constataram que os trabalhadores, vindos do Maranhão, haviam sido aliciados no interior de São Paulo por uma pessoa identificada como Maria. No Sul, submetiam-se a um acordo pelo qual não tinham vínculo em carteira e eram pagos pela intermediária, que ficava com cerca de 30% do rendimento.
Os trabalhadores enfrentavam condições inadequadas tanto na lavoura quanto nos alojamentos. "Eles estavam dormindo no chão, sem banheiro e sem refeitório adequado", narrou a procuradora do Trabalho de Caxias do Sul, Priscila Boaroto.
O produtor rural, cujo nome não foi divulgado, teve de regularizar a situação dos trabalhadores, pagar verbas rescisórias e assegurar condições de retorno do grupo ao seu local de origem. A multa para cada obrigação descumprida é de R$ 30 mil.
O Ministério Público do Trabalho encaminhou relatório ao Ministério Público Federal para avaliação das medidas a serem tomadas na área penal.
Fonte: Estadão
terça-feira, 16 de março de 2010
No RS, fiscais encontram 23 em situação análoga à da escravidão
Postado por
Maíra
às
08:52
Marcadores: Trabalho Decente
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário